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Domingo, 25 Out 2020
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SOCIEDADE
“TODOS OS AGENTES DEVEM CONVERGIR EM PROL DA REGIÃO”
Rádio Cova da Beira
Carlos Moura defende a elaboração plano económico local para o distrito de Castelo Branco que possa perspectivar o futuro da região para a próxima década.
Por Nuno Miguel em 28 de Jan de 2015

A ideia deixada no Fundão pelo vice presidente da direcção nacional da AHRESP durante um debate organizado pela delegação distrital daquela estrutura para abordar as questões do desenvolvimento turístico. De acordo com Carlos Moura esse documento seria fundamental para capacitar a região do ponto de vista do desenvolvimento turístico e económico, seguindo um exemplo que já foi aplicado noutras regiões da Europa “ninguém hoje consegue ir longe se não tiver um plano bem alinhado, em que todos os agentes económicos, políticos, académicos e financeiros estejam a convergir para competir com outras regiões que também estão a pensar da mesma maneira; o distrito de Castelo Branco com as marcas que já tem, que não são só a cereja, o azeite ou o queijo, tem também uma rede de turismo de natureza, tem as aldeias históricas e muitas outras coisas que devidamente programadas podem, com todos esses agentes envolvidos, definir aquilo que seja um verdadeiro plano estratégico e que possa produzir resultados ao longo da próxima década”.

O vice presidente da AHRESP sublinha que a área da restauração e alojamento ainda representa uma parcela importante ao nível dos postos de trabalho na região. No entanto alerta para o facto de a maior parte das empresas se encontrar completamente descapitalizada “porque a maior parte delas até são micro empresas que tem tido muita dificuldade no acesso ao crédito e quando existe alguma abertura por parte da banca o crédito é caro e inacessível; as empresas hoje não têm uma rentabilidade bruta que não seja apenas para pagar juros e isso é incomportável e por isso o dinheiro deve ser mais barato, os bancos devem fazer análises de risco mas ser menos agressivos pois dessa forma a economia pode ser mais competitiva”.

Carlos Moura refere ainda que o próximo quadro comunitário pode ser a última oportunidade para as empresas do sector se poderem modernizar e fidelizar os seus clientes. No entanto lamenta que no “Portugal 20 20” nada seja dito em relação à formação de activos “não há empresas capazes se não tiverem gente capaz e não faz nenhum sentido que num instrumento tão importante como o programa operacional dos factores de competitividade, que tem muitos milhões de euros virados para as empresas, que não haja novamente uma preocupação de manter a pressão na capacitação e formação dos activos”.


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