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Segunda, 19 Out 2020
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SOCIEDADE
84 % DE TAXA DE EMPREGABILIDADE
Rádio Cova da Beira
A delegação da Covilhã do projecto “Modatex” entregou os últimos 15 certificados a formandos que realizaram acções de formação em tecelagem e metedeiras de fios, sendo que todos eles estão já a trabalhar em empresas do grupo “Paulo de Oliveira”.
Por Nuno Miguel em 27 de Jan de 2015
Desde que foi constituída, a delegação já promoveu 10 acções de formação na Covilhã, que abrangeram 135 formandos, dos quais 114 já estão a trabalhar. Sónia Pinto, directora do projecto, refere que o grande objectivo para 2015 passa por duplicar o número de formações e de alunos colocados no mercado de trabalho “os números penso que estão a ser extraordinários porque estamos a falar de um projecto que arrancou no início de 2014 mas as nossas metas para este ano passam por duplicar esses valores em parceria com as empresas; há uma necessidade em empregar mas com recursos humanos qualificados e por isso aquilo que fazemos é arranjar a formação em contexto de trabalho e essa é longo uma das condições para o empresário ver se está interessado no futuro”.   
José Robalo, presidente da direcção da ANIL refere que já se está a assistir a uma retoma de emprego nas empresas têxteis o que significa boas noticias para o sector “depois da grande tormenta que o sector dos lanifícios ultrapassou agora as empresas começam a recuperar e estamos novamente a criar emprego e isso é importante para a região e para o país uma vez que o têxtil, apesar de muita gente achar que era uma industria do passado, demonstramos mais uma vez que ela tem futuro e que se sabe renovar”. 
O empresário Paulo de Oliveira destaca a importância deste tipo de acções, que permite formar técnicos de acordo com as necessidades das empresas, e que evita ter de recorrer a mão de obra estrangeira como actualmente já está a acontecer “além de trabalhadores para as máquinas nós precisamos de técnicos que superintendam as secções e que antigamente se formavam no antigo «Cilan» mas isso depois até parou um bocado; nós até devido à falta desse pessoal temos que estar a recorrer a debuxadores italianos que já nos dão colaboração e temos dificuldade em substituir trabalhadores que se reformam por pessoal Português porque não se tem formado e isso será muito importante em termos de futuro”.
Carina Gama foi uma das alunas que concluiu com êxito esta formação e já está a trabalhar numa empresa do grupo. A jovem refere que está perante uma nova etapa na sua vida “apareceu esta oportunidade e eu estou a gostar e naturalmente que é uma nova etapa para mim; já passei um bocadinho por tudo para aprender, assim como os meus colegas, para sermos polivalentes”. 
Uma nova etapa também iniciada por José Armando Garcia, que depois de muitos anos a trabalhar no sector da hotelaria, optou por dar um novo rumo à sua vida profissional “para mim isto representa uma nova página na minha vida uma vez que sempre trabalhei em hotelaria mas quis mudar de vida e dediquei-me aos têxteis; desde que uma pessoa tenha empenho e goste muda-se facilmente e eu estou a gostar dessa mudança”.
O “Modatex” está sediado no Porto, delegações em Lisboa e na Covilhã e polos em Barcelos e Vila das Aves, e tem como principal objectivo dar respostas às verdadeiras necessidades sentidas pelas empresas do sector têxtil. A associação nacional dos industriais de lanifícios, a das indústrias de vestuário e confecção e a do têxtil e vestuário são as entidades administradoras em conjunto com o instituto de emprego e formação profissional.  

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