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Sábado, 24 Out 2020
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POL�TICA
“TEMOS QUE ENCONTRAR UMA SOLUÇÃO”
Rádio Cova da Beira
Carlos Carvalhas entende que Portugal deve preparar-se para deixar a moeda única. A ideia deixada pelo antigo secretário geral do PCP em Castelo Branco onde marcou presença no debate “o euro e a dívida; crise nacional e internacional”.
Por Nuno Miguel em 27 de Jan de 2015
Carlos Carvalhas refere que a economia Portuguesa não está preparada para integrar uma moeda forte como o Euro, o que aumenta as dificuldades ao nível da exportação. Por isso importa assegurar condições que permitam renegociar o pagamento da dívida soberana e em simultâneo permitir que Portugal deixe de fazer parte da moeda única “terá de ser uma saída negociada e compensada porque é evidente que uma situação dessas nos cria problemas complicados e nós somos um partido responsável; com esta moeda Portugal tem muitas dificuldades em crescer e em se desenvolver e por isso é necessário encontrar uma solução para o euro e por isso é que nós defendemos que o país deve estar preparado para a saída da moeda única ou porque as condições o obrigam ou porque a determinada altura vamos mesmo ter que tomar essa decisão”.
O antigo secretário geral do PCP voltou a alertar para a importância de concretizar uma verdadeira aposta na reindustrialização do país, deixando como exemplo a realidade actual que a beira Interior está a viver em virtude de esse caminho nunca ter sido percorrido “onde é que estão os empregos aqui na Beira Interior ?” interroga “os jovens formam-se e quando depois chega a altura de encontrar emprego vão-se embora e os empregos que tem são precários e por isso é que assistimos à desertificação do interior, vemos o envelhecimento do país, e do ponto de vista do crescimento económico as melhores estimativas dizem-nos que em 2017 estaremos no mesmo ponto em que estávamos quando chegou a troika”. 
Para Carlos Carvalhas o facto de os bancos estarem a ser financiados sem posteriormente apoiarem a economia é um dos principais factores que contribui para a situação de crise que a Europa está a viver. O antigo secretário geral do PCP espera que os próximos actos eleitorais no Reino Unido, em Espanha e em Portugal possam contribuir para mudar as políticas que tem vindo a ser implementadas.

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