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Quarta, 28 Out 2020
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SOCIEDADE
REABRIR O BLOCO OPERAT√ďRIO
Rádio Cova da Beira
√Č uma das reivindica√ß√Ķes que a Uni√£o das Miseric√≥rdias Portuguesas (UMP) vai fazer no √Ęmbito da devolu√ß√£o do Hospital do Fund√£o √† Santa casa da miseric√≥rdia. Quanto √†s urg√™ncias, ¬ď√© uma quest√£o mais complexa mas que n√≥s vamos por em cima da mesa¬Ē, disse o coordenador da UMP para a √°rea da sa√ļde, na tomada de posse dos novos corpos sociais da miseric√≥rdia fundanense.
Por Paula Brito & Paulo Pinheiro em 26 de Jan de 2015
 

Humberto Carneiro, sublinha que o caso do Fundão é idêntico ao de Serpa “o bloco operatório do hospital do Fundão está desactivado há anos, isso aconteceu em Serpa. Serpa não seria devolvido se não ficasse estabelecido no acordo de cooperação que a partir de 2016 iria ser construído e teríamos x cirurgias já acordadas, aqui é igual”.

Humberto Carneiro, que participou na cerimónia da tomada de posse dos novos órgãos sociais da SCMF, explicou que por uma questão de racionalidade e eficiência as cirurgias devem ser feitas no mesmo local das consultas “não faz sentido que as consultas sejam feitas no Fundão e depois se faça a transferência para outro hospital até porque o médico tem sempre que fazer uma consulta pré-operatória de diagnóstico, era duplicar custos”.

Quanto às urgências, “é uma questão mais complexa mas que nós vamos por em cima da mesa, entendo também que neste caso do Fundão, não faz sentido ter medicina interna, mas faz sentido, em substituição, ter cuidados continuados, com 20 a 30 camas, com a unidade de cuidados paliativos que já existe, dá sustentabilidade às necessidades da população desta área de influência”.

O coordenador da UMP assegura que a devolução dos hospitais às misericórdias não são privatizações, dado que o hospital fica no SNS. Humberto Carneiro disse ainda que depois da transferência, as misericórdias podem, por exemplo, estabelecer protocolos com seguradoras, ADSE e outras, para rentabilizar a unidade. 

Para Paulo Fernandes, presidente da câmara do Fundão, seja qual for a solução encontrada, o princípio deve ser sempre o da complementaridade “seria dramático que iriamos concorrer com valências comuns, ou pior ainda com recursos, por exemplo médicos, algo tão difícil de conseguir nesta região”. Para o autarca há outra questão que deve ser salvaguardada “a dimensão universitária não podemos por em causa”.

Jorge Gaspar reiterou a ideia que a misericórdia do Fundão não quer o hospital do Fundão a qualquer custo e criticou a desinformação sobre este processo “muito do que se disse e escreveu não corresponde à verdade, nalguns casos por desconhecimento, noutros por malévola intenção de falsear os factos, promovendo campanhas de desinformação e manipulação da opinião pública procurando enganar os cidadãos deste concelho”.


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