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Quinta, 22 Out 2020
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POL�TICA
COMUNIDADE LOCAL PARA A ECONOMIA CÍVICA VAI NASCER NO FUNDÃO
Rádio Cova da Beira
O projecto resulta do consórcio criado a nível nacional por várias organizações, entre as quais a câmara municipal, e que tem como principal objectivo encontrar respostas de proximidade para os problemas específicos que venham a ser identificados em cada comunidade.
Por Nuno Miguel em 23 de Jan de 2015
De acordo com o presidente da autarquia este projecto pretende dar sequência a um conjunto de novas respostas cívicas que o município já tem implementado, como o trabalho da loja social ou os orçamentos participativos. Paulo Fernandes sublinha que “nós queremos que este modelo seja apropriado e apropriável por parte da comunidade para que em conjunto se possam encontrar energias e capacidade para dar resposta aos problemas que vierem a ser detectados; hoje estão a preparar-se mecanismos de apoio a estas iniciativas, o município do Fundão é um dos fundadores desta rede que vai ter agora as suas células locais e a sua força será maior quanto maior for a capacidade mostrada pela sua rede local”.
O autarca fundanense acrescenta que a acção desta rede pode ajudar a resolver problemas de proximidade em diferentes áreas do concelho “seguramente que vamos identificar situações mais ligadas à área social e à demografia, outros ligados á área da competitividade, depois outros ligados a áreas como a qualificação e o emprego e penso que esses serão eixos estratégicos de acordo com os projectos que depois possam vir a ser delineados”.  
Esta comunidade local vai ficar integrada no consórcio nacional para a economia cívica, que tem em preparação uma candidatura à iniciativa “Portugal Inovação Social”, lançada pelo governo, e que tem uma dotação financeira de 150 milhões de euros. Maria do Carmo Pinto, chefe do consórcio, define como uma das grandes metas assegurar parte desse financiamento para o desenvolvimento das actividades das comunidades locais “temos aqui a estrutura e temos muitas pessoas espalhadas pelo país a querer participar e seria uma pena se nós não pudessemos ter um acesso importante à gestão destes fundos; estamos a fazer tudo para que participe o maior número de pessoas neste processo de inovação social e no dia 20 de Fevereiro estamos completamente operacionais para apresentar a nossa candidatura”. 
Também a 20 de Fevereiro o Fundão vai ser o palco do acto formal de constituição das comunidades locais de todo o país. Uma escolha simbólica, tendo por base que foi no concelho que nasceu a ideia de criação deste consórcio nacional “queremos chamar aqui todos os intervenientes não só do Fundão mas de todas as comunidades espalhadas pelo país para aqui, simbolicamente, podermos formalizar a sua constituição e para que todos em conjunto assinem este grande compromisso da economia cívica”.
O projecto contempla ainda o desenvolvimento de um centro nacional para a inovação cívica e social e a constituição de uma fundação para gerir toda a iniciativa.

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