RCB/TuneIn
Sexta, 06 Dez 2019
PUB
UBI
CIMD Cabecalho
SOCIEDADE
INVESTIGADORA DO CICS DA UBI PREMIADA PELA L´ORÉAL
Rádio Cova da Beira
Raquel Ferreira é uma das três investigadoras, que recebeu uma medalha de honra L’Oréal Portugal para as Mulheres na Ciência, entreguee esta quinta-feira em Lisboa.
Por Paulo Pinheiro em 23 de Jan de 2015
Raquel Ferreira, do Centro de Investigação em Ciências da Saúde (CICS) da Universidade da Beira Interior, vai testar nanopartículas que têm no seu interior ácido retinóico, uma molécula resultante da oxidação da vitamina A. E que não só regula a função vascular como promove a formação de novos neurónios.

 

Num AVC provocado pela falta de sangue numa região do cérebro (AVC isquémico), devido à obstrução de vasos sanguíneos cerebrais, a viabilidade desses tecidos fica comprometida. Há células do cérebro que morrem e pode haver alterações graves das funções motoras e cognitivas, ou até a morte, do doente.

 

Geralmente, em resposta a um AVC há um aumento no sangue de células especializadas na formação de novos vasos sanguíneos e na reparação dos vasos danificados no cérebro, mas este processo, por si só, não costuma chegar para o doente recuperar. Por outro lado, as terapias actuais centram-se apenas na reparação neuronal e têm tido uma taxa de sucesso baixa e efeitos secundários graves, refere ainda o comunicado.

 

Raquel Ferreira pensa que não pode haver uma reparação eficaz do tecido neuronal sem se conseguir reparar os vasos sanguíneos da área lesionada no cérebro. É aqui que entrará o ácido retinóico, tanto para reparar os vasos sanguíneos como para formar novos neurónios, dois aspectos essenciais à recuperação de um AVC.

 

E agora, a investigadora quer demonstrar que, pela encapsulação do ácido retinóico em nanopartículas, é possível ocorrer esse efeito multi-restaurador dos vasos sanguíneos e dos neurónios. Para tal, pretende testar o efeito terapêutico das nanopartículas nas células especializadas na reparação dos vasos sanguíneos, células essas retiradas de doentes de AVC. “O nosso grupo de investigação já demonstrou que esta nova formulação permite uma entrega eficaz desta molécula, que, de outra forma, apresenta limitações”, diz Raquel Ferreira, citada no comunicado.

 

Cada uma das premiadas recebeu um cheque de 20 mil euros, destinado à continuação dos seus projectos de investigação. Incluindo já as três distinguidas da edição deste ano, a 11ª, cujo júri foi presidido pelo cientista Alexandre Quintanilha, as Medalhas de Honra L’Oréal Portugal para as Mulheres na Ciência apoiaram 34 investigadoras.

 

 

 

 

 

 

 

RCB / "Público" 

 


  Redes Sociais   Facebook

2007—2019 © Rádio Cova da Beira

Todos os direitos reservados