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Quinta, 22 Out 2020
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POL�TICA
GOVERNO BLOQUEIA PROCESSO
Rádio Cova da Beira
O presidente da câmara municipal de Penamacor critica o Governo pelos atrasos verificados na entrada em funcionamento dos parques de reprodução de coelhos bravos, em cativeiro, situados na Serra da Malcata, concretamente nos concelhos Penamacorense e no Sabugal, no âmbito do projecto de reintrodução do lince na Serra da Malcata.
Por Paulo Pinheiro em 22 de Jan de 2015

Depois da devolução de linces ao seu habitat natural, na zona de Mértola, Moura e Barrancos já estão a criar coelhos em cativeiro, Penamacor e Sabugal esperam por luz verde do Governo para poderem fazer o mesmo.

 

De acordo com António Beites, os parques já deviam estar a funcionar há cerca de um ano, no Sabugal o local está concluído, mas os atrasos consideráveis do Estado Português têm inviabilizado o processo, isto apesar da enorme vontade demonstrada por ambos os concelhos para a reintrodução de coelhos nos respectivos parques

“É inconcebível. Se o Estado português está apostado num projecto de milhões para Portugal, em parceria com a vizinha Espanha, não faz sentido que o processo não ande. Este é um mau exemplo do funcionamento do sistema português porque apesar da administração central ser líder do processo consegue bloqueá-lo. Assim não haverá retorno nem municípios nem para as populações envolvidas”, refere o edil.

 

O autarca destaca o trabalho feito pela associação Iberlinx nesta área e a disponibilidade demonstrada pelo próprio ICNF (Instituto de Conservação da Natureza e Florestas). Esta quinta-feira, o assunto volta a ser analisado numa reunião em Lisboa.

 

Devido aos atrasos registados, foi necessário reprogramar o projecto LIFE + e apresenta-lo novamente à União Europeia porque os prazos iniciais não seriam cumpridos. O autarca espera que, desta vez, haja luz verde para que, num curto espaço de tempo, o processo possa avançar.

 

“Os adiamentos constantes têm inviabilizado o sucesso da iniciativa e não tem aproveitado os milhões que o Estado Português tem investido no projecto. Quem está a usufruir têm sido os nossos vizinhos Espanhóis que no fim de criadas as crias no centro de reprodução em Silves vem busca-las e largam-nas no habitat natural, o que é uma aberração ao nível da cooperação entre os dois países”, sublinha António Beites.

 

Para o presidente da CMP, os mais de 16 mil hectares de área, entre Sabugal e Penamacor, com a reintrodução do lince, seriam uma mais-valia para a toda região e lamenta que, nomeadamente, o parque do Sabugal não esteja a funcionar.

 

Penamacor e Sabugal estão de corpo e alma no projecto de reintegração do lince na Serra da Malcata, conclui António Beites.

 


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