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Terça, 20 Out 2020
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CIMD Cabecalho
SOCIEDADE
PAIS EM PROTESTO
Rádio Cova da Beira
Várias dezenas de encarregados de educação de crianças que frequentam o infantário “Capuchinho Vermelho”, no Tortosendo, estiveram esta tarde concentrados à porta das instalações daquele estabelecimento de ensino como forma de protesto contra a substituição de duas educadoras e duas auxiliares que está prevista no âmbito do processo de requalificação do instituto da segurança social.
Por Nuno Miguel em 21 de Jan de 2015
O porta voz dos pais e encarregados de educação, refere que “nós ficámos surpreendidos pelo facto de a meio do ano lectivo existir esta alteração para as crianças; naturalmente que nos últimos meses se tem sentido um clima de stress e de muita confusão porque, como é óbvio, este processo de um concurso que foi aberto para um infantário que não precisa de ninguém e que tinha os seus quadros completos e nós somos informados de repente que há um conjunto de educadoras e auxiliares que vão sair porque houve esse concurso e vão substituir as pessoas que estavam aqui com as crianças e com as quais já mantinham uma relação de grande afecto”.   
Ricardo Abreu acrescenta que os pais estão muito preocupados porque receiam que esta situação seja o prenúncio de encerramento daquele infantário “infelizmente nós temos assistido nos últimos anos a um grande desinvestimento como se constata, por exemplo, no encerramento de escolas; isso naturalmente pode ser um prenúncio para que a segurança social pensar que se vai livrar de mais um infantário e equacione passa-lo para alguém ou fechá-lo e isso não tem em conta os sentimentos das crianças e esse é o nosso receio”.
Manuela Duarte trabalha no infantário “Capuchinho Vermelho” há cerca de 30 anos e é uma das educadoras abrangidas por este processo de requalificação. Uma situação que a deixa perplexa “houve educadoras que concorreram a este concurso que me ultrapassaram porque eu trabalhei sempre neste infantário e eles arranjaram uma fórmula em que quem trabalhasse fora deste infantário tinha mais valor do que a pessoa que trabalhou sempre aqui e o meu lugar foi colocado à disposição assim como das colegas que estão na mesma situação para outras virem”. 
A educadora teme que esta situação acabe mesmo por lança-la no desemprego “o ministro diz que nós não vamos para o desemprego mas no meu caso, com 57 anos, onde é que vou arranjar emprego noutro sítio’” interroga. 
Também o sindicato dos professores da região centro vem exigir ao ministério da solidariedade social que interrompa este processo de requalificação que está a ser imposto aos trabalhadores. Em nota enviada à comunicação social aquela estrutura sindical saúda esta posição tomada pelos pais e encarregados de educação e refere que “estes procedimentos põem em causa a vida quotidiana de centenas de trabalhadores e das suas famílias (entre os quais 13 educadoras de infância do distrito de Castelo Branco, das quais só 6 poderão vir a recuperar um posto de trabalho). Ao mesmo tempo a estrutura sindical acrescenta que “no caso do Tortosendo e da creche de Cebolais, o problema é agravado pela insensatez ministério que se prepara para mudar os profissionais de educação, a meio do ano lectivo, sem ter em conta o supremo interesse das crianças, a quem será difícil explicar porque vão ter de se confrontar com estas alterações, de todo injustificáveis”.

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