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Quarta, 21 Out 2020
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POL�TICA
MEDIDA CONTESTADA
Rádio Cova da Beira
O grupo parlamentar do PCP na assembleia da república admite vir a adoptar novas medidas de contestação em relação à intenção do ministério da saúde em transferir a gestão do hospital do Fundão para a santa casa da misericórdia.
Por Nuno Miguel em 20 de Jan de 2015
Depois de já ter apresentado uma apreciação parlamentar sobre o tema, que foi reprovada pelos deputados da maioria, Paula Santos admite que podem vir a ser tomadas outras medidas para evitar aquilo que o PCP apelida de privatização daquela unidade hospitalar “todas as unidades públicas de saúde devem ser efectivamente geridas pelo serviço nacional de saúde porque essa é a única forma de salvaguardar os interesses públicos e por isso consideramos que o hospital do Fundão deve continuar a ser gerido directamente pelo estado e deve continuar a ter uma gestão pública e por isso vamos utilizar todos os meios que temos ao nosso alcance no sentido de travar este processo”.
Durante todo o dia a deputada do PCP manteve um conjunto de reuniões sobre o tema com estruturas sindicais e com o conselho de administração do centro hospitalar da Cova da Beira, tendo dai retirado um conjunto acrescido de preocupações sobre o tema “em primeiro lugar relacionadas com a prestação de cuidados aos utentes, depois relacionadas com a salvaguarda dos postos de trabalho e dos direitos dos trabalhadores uma vez que sabemos hoje que no processo de transferência de gestão dos infantários há trabalhadores que vão ser enviados para requalificação que, como todos sabemos, não passa de uma antecâmera para o despedimento e também temos preocupações em relação ao plano estratégico que foi definido para o hospital do Fundão”.
Para Paula Santos “este é um processo que se insere na estratégia do governo de desmantelamento do serviço nacional de saúde; tem sido evidenciada uma sucessiva diminuição da sua capacidade de resposta de várias formas; é certo que nunca vamos ver a assembleia da república aprovar um decreto em que diga que o serviço nacional de saúde acabou mas esta destruição, que se alarga a um conjunto de outras funções sociais, faz parte de uma estratégia de reconfiguração do estado e que contraria claramente um conjunto de direitos constitucionais que hoje estão consagrados”.
Luís Lourenço, membro da concelhia do PCP do Fundão, refere que não há um único aspecto positivo a retirar desta proposta “por exemplo quando é dito que o objectivo é uma redução de 25 por cento dos custos e a santa casa da misericórdia diz que vai arranjar mais valências?” interroga “isto é o milagre da multiplicação dos pães? onde vão depois buscar os profissionais? a tempo parcial ao hospital da Covilhã?; eu olho para isto tudo e não vejo uma réstia de qualquer coisa que seja boa, só vejo coisas que são negativas”.  

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