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SOCIEDADE
NÃO HÁ NEGÓCIO
Rádio Cova da Beira
O empresário Paulo Ribeiro não vai integrar o capital social da empresa que a adega da Covilhã pretendia constituir para assumir a gestão da cooperativa.
Por Nuno Miguel em 31 de Dec de 2014

Recorde-se que essa proposta foi viabilizada pelos associados em assembleia geral extraordinária que decorreu no passado mês de Novembro e que previa que essa empresa tivesse um capital social de 800 mil euros sendo que o empresário iria investir 300 mil euros, a adega iria ter uma participação de 250 mil, resultante da avaliação de marcas e carteira de clientes e os restantes 250 mil seriam realizados por associados que iriam transformar em capital parte da dívida que a cooperativa tem para com eles. Em declarações à RCB, Paulo Ribeiro confirma a existência dessas negociações, mas afinal o processo não vai concretizar-se “o processo foi algo moroso uma vez que o negócio teve de ser analisado do ponto de vista financeiro e comercial e depois de verificar todos os detalhes a minha equipa de gestão entendeu que o negócio, como se afigurava, não era viável; a direcção da adega já foi informada desta situação e com pena minha, a título pessoal, não foi possível concluir o negócio da forma que pretendíamos”. 

Apesar desta situação, o empresário garante que contínua disponível para colaborar com a adega da Covilhã, nomeadamente ao nível da comercialização “vamos manter com a cooperativa todo o tipo de abertura para de outra forma, nomeadamente através de alguns canais comerciais, poder ajudar a adega naquilo que for possível mas sem qualquer compromisso do ponto de vista societário”.

Questionado sobre o tema pela RCB, o presidente da direcção da adega da Covilhã refere que apesar de o empresário não fazer parte da solução, a cooperativa mantém a ideia de avançar para a constituição de uma empresa que assegure a gestão da instituição. Matos Soares refere que “o investidor desinteressou-se mas nós já estamos à procura de outros; a ideia mantém-se a mesma porque a criação de uma empresa que venha a explorar a adega de uma forma mais profissional é algo que trás muitas vantagens e esperemos que dentro de pouco tempo possa haver uma solução”.

O presidente da direcção da adega da Covilhã acrescenta que, para além da aprovação da proposta em assembleia geral, já houve 46 associados interessados em transformar parte da sua dívida em capital social. Matos Soares afirma que “posso dizer que esses associados representam, em ternos de área, cerca de 200 hectares, o que pode representar mais de um milhão de litros de vinho e isso garante a sustentabilidade da adega e isso para mim é o mais importante; não foi possível concretizar esse negócio mas já estamos à procura de outra solução”. 

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