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Quinta, 22 Out 2020
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SOCIEDADE
CCAM: SÓCIOS PEDEM MAIS PROXIMIDADE E MUTUALISMO
Rádio Cova da Beira
Na assembleia geral da aprovação do plano e orçamento para o próximo ano, alguns sócios pediram medidas de proximidade e que a instituição acentue a tónica no local. João Chendo diz que as intervenções revelam desconhecimento e deixou exemplos dessa estratégia garantindo que a Caixa de Crédito Agrícola Mútuo do Fundão e Sabugal (CCAM) é a instituição bancária que mais projectos comunitários ligados à agricultura tem financiado na região onde está inserida.
Por Paula Brito em 30 de Dec de 2014
“Em número tenho a certeza que somos a instituição bancária que apoia o maior número de projectos, em valor não tenho a certeza mas admito que sim”. João Chendo recorda ainda que é a CCAM que detém o maior número de caixas multibanco na região “ficou patente alguma falta de conhecimento daquilo que a CCCM tem feito, porque neste mundo rural onde estamos inseridos são os que temos maior número de caixas multibanco espalhadas por essas aldeias, e que muitas vezes são o único elo de ligação da população com o sistema bancário”.

Perante a situação o presidente da assembleia geral, Santos Silva, sugeriu que no próximo relatório seja dedicado um capítulo às questões de proximidade e também ao apoio social que a CCAM presta às instituições da região.

O apoio às instituições de solidariedade “como os bombeiros, ou a APPACDM” tem acontecido, garante João Chendo, quer financeiramente quer através de benefícios que não tornou públicos devido ao sigilo bancário.

Quanto ao plano e orçamento aprovado pela assembleia com duas abstenções., a CCAM prevê aumentar em 1% os recursos e em 4,5% no crédito concedido em 2015. Apesar do clima de instabilidade financeira as previsões da direcção, apontam para um resultado que João Chendo classifica de “razoável” e que se traduz, à semelhança de anos anteriores, em cerca de um milhão de euros.

No próximo ano é também intenção da CCAM do Fundão e Sabugal baixar as taxas de juro quer dos depósitos quer dos empréstimos “porque temos que nos adaptar à conjuntura internacional, parte da banca nacional tem acesso em condições vantajosas ao dinheiro à taxa 0 no BCE, e nós não podemos continuar a pagar taxas de juro muito superiores aos da concorrência”.

O combate ao crédito mal parado, que representa 1,5%, é outra das prioridades da direcção para o próximo ano “vai ser um dos nossos cavalos de batalha mas isto não quer dizer que vamos apontar uma pistola às pessoas, vamos negociar, mais um ano, ou dois com um fiador, não vamos tirar o tapete a ninguém, não é essa a nossa postura, nunca foi”.


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