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Terça, 23 Jul 2019
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POLÍTICA
AMC VOTA ORÇAMENTO
Rádio Cova da Beira
A Assembleia municipal da Covilhã aprovou por maioria, com a abstenção das bancadas da CDU e Movimento Acreditar Covilhã, as grandes opções do plano e orçamento para 2015. PSD elogia esforço de contenção, CDU lamenta redução de verbas para as freguesias, PS teme que os 12,5 milhões de euros de responsabilidades contingentes se transformem em dívida real “seria a desgraça completa” afirmou Pina Simão.
Por Paula Brito em 26 de Dec de 2014

O orçamento, de 34,7 milhões de euros, que representa uma redução de 20% em relação a este ano,"é o orçamento possível, realista, um orçamento de verdade e de contenção” frisou o presidente da câmara da Covilhã.

Marco Gabriel lembrou Vítor Pereira que este ano deixou cair a classificação de orçamento das freguesias “no ano passado disse que este era também o orçamento das freguesias e aquilo que foi executado até Outubro, de um milhão 450 mil euros, apenas 63 mil euros foram executados, referimo-nos ao centro interpretativo da cereja, 30 mil euros, ao programa conhecer o concelho, 3.900 euros, e mais 30 mil euros da zona de lazer da árvore bonita, isto é preocupante”. Para além do investimento nas freguesias ter ficado muito aquém do previsto, para o próximo ano a redução neste campo “é para mais de metade”. Preocupações que levaram a bancada da CDU a optar pela abstenção.

Já a bancada do PSD votou favoravelmente os documentos, como justificou João Nuno Serra “considerando que está a ser feito um esforço no sentido de tornar este orçamento mais realista e adequado às verdadeiras possibilidades do concelho, e que ele revela alguma contenção da despesa, entendemos, apesar de tudo, que devemos dar o benefício da dúvida e votar favoravelmente este instrumento de vital importância para a vida colectiva da nossa sociedade”.

Pina Simão, da bancada socialista, alerta para o perigo que encerra uma das rubricas do orçamento: 12,5 milhões de euros de responsabilidades contingentes “isto é uma espada no pescoço da câmara, eu estou a falar de processos em tribunal que estão pendentes, 12,5 milhões de euros de uma herança pesada que nos deixou o anterior executivo e que se nos cair em cima é a desgraça completa”.

Paulo Tourais explicou os motivos da abstenção do Movimento Acreditar Covilhã “porque entende que este orçamento talvez venha a ter implicações para o ano, altura em que haverá fundos comunitários e as limitações decorrentes da lei impedirão que ele venha a crescer mais de 15%”. Paulo Tourais aproveitou para responder à preocupação de Pina Simão “aquilo que os advogados dizem aí que há fortes probabilidades de se vir a pagar esse montante, vale o mesmo do outro (processo do loteamento do Canhoso) em que diziam que havia fortes possibilidades de se vir a receber”.


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