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Segunda, 19 Out 2020
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SOCIEDADE
HOSPITAL DO FUNDÃO: " NÃO SE TRATA DE PRIVATIZAR"
Rádio Cova da Beira
É a opinião do provedor da Santa Casa da Misericórdia do Fundão quando questionado sobre o futuro do Hospital do Fundão, se a devolução à misericórdia se concretizar. Jorge Gaspar foi reeleito para mais um mandato. Apenas uma lista apresentou-se ao acto eleitoral, que decorreu este fim-de-semana.106 votantes, 96 a favor, oito brancos e dois nulos.
Por Paulo Pinheiro em 22 de Dec de 2014

Actualmente a SCMF tem cerca de 500 irmãos, mas deste só 300 estão no Fundão. A tomada de posse deve acontecer nas primeiras duas semanas de Janeiro de 2015.

No final das eleições, Jorge Gaspar salientou o elevado número de irmãos que votaram "numa eleição em que há uma única lista e numa data que não é propícia, muita gente está fora do Fundão. É bom e revela o interesse que os irmãos têm pela instituição e também que confiam na mesa que se propões fazer mais um mandato".

 

Quanto às prioridades do mandato, "os desafios são muitos e grandes. Será um mandato de quatro anos, face à nova legislação, desde logo com um ponto alto que é a comemoração dos 500 anos da Instituição e pela realização, em Maio, do congresso nacional das misericórdias portuguesas. Mas também será um mandato marcado por um novo quadro comunitário e pretendemos candidatar algumas das obras que consideramos essenciais para a instituição. Este mandato vamos apostar na qualidade e na certificação", assegura Jorge Gaspar.

 

"Sabemos que é um caminho difícil de trilhar que exige investimento a vários níveis, nomeadamente dos recursos humanos e da sua formação. Vamos trabalhar nesse sentido para que o trabalho prestado pela SCMF seja de excelência. Queremos estar mais presentes na saúde, para além dos cuidados continuados, e estar na linha da frente da devolução dos hospitais às misericórdias", refere aquele responsável.

 

Possível devolução do hospital à SCMF: 

"Aceitamos a devolução não por capricho  e a mesma está condicionada a um conjunto de pressupostos que estão no acordo tripartido entre a SCMF, CMF e CHCB, que estão em sintonia quanto a isto. Há muito ruído pelo meio, mas quanto ao âmago estamos todos de acordo.


Tudo está garantido e previsto no diploma que saiu em 2013 que garante os pressupostos básicos da devolução. Depois cada unidade irá negociar outros pormenores mais específicos, no inicio em 2015


Que garantias pode dar aos fundanenses:

"Podemos garantir que continuaram com uma unidade hospitalar integrada no SNS, é uma condição imprescindível; teremos um acordo de cooperação pelo menos por dez anos. Não teremos esvaziamento das valências existentes no hospital; na negociação colocaremos em cima da mesa todo o projecto que consta do acordo com a CMF e CHCB, que visa servir melhor as pessoas ao nível dos cuidados de saúde. Tudo isto resulta em claro benefício para a população do concelho e da região. A saúde não custará mais do que o que acontece actualmente".


O compromisso que foi assinado estava anunciado e por isso qualquer instituição poderia saber. Não cabe à SCMF comunicar ao CHCB o dia da assinatura do compromisso quem deveria fazer era o Ministério da Saúde. A CMF e o CHCB sabiam que a santa casa da misericórdia que, mais cedo ou mais tarde, entrariam no lote das devoluções. A questão sempre esteve em cima da mesa, nada disto era imprevisível.


O hospital do Fundão sai do CHCB?


Não necessariamente. Nós poderemos ter um centro hospitalar com dois hospitais e duas gestões diferentes, mas a trabalhar em parceria e interligados. Uma situação que não termina porque o hospital fundanense passa a ser gerido por outra entidade, neste caso a SCMF.


Relações com a CMF

As relações institucionais não foram minimamente beliscadas. A SCMF e a CMF estão em perfeita sintonia, mas afirmam-no de forma diferente. a autarquia refere não aceitar a devolução a não ser que se verifiquem determinadas condições. E o provedor diz que só aceita a devolução com estas condições. Ambos estão a disser a mesma coisa”.


 Sobre a posição da USCB-

"Trata-se de uma posição ideológica expressa de uma forma tosca e ofensiva e revela um profundo desconhecimento das coisas. Não teço mais comentários", sublinha o provedor da misericórdia.


 Moção aprovada na Assembleia Municipal Fundão:


"Reproduz que todos os partidos com assento na AMF votaram a moção apresentada pelo PSD e que afirma não se aceita a devolução se não se cumprirem as condições que o documento refere. Claro que todos nós temos reservas enquanto não concluirmos uma negociação. A SCMF não aceitará a devolução se estas condições não forem, no essencial, respeitadas".

Quem toma parte das negociações:

"Nas negociações estarão o Ministério da Saúde , SCMF,  a UMP, que através do grupo de misericórdia saúde acompanha estas negociações e a gestão desses hospitais. A SCMF entende, e vai propor, que nas negociações deverão ser chamadas a CMF e o CHCB, mas a decisão não da misericórdia".


É ou não uma privatização

"Não se trata de uma privatização. Rejeito liminarmente a ideia. Se o hospital fica integrado no SNS não se trata de uma privatização. Se os utentes beneficiam de todas as vantagens e regalias ado SNS não se pode falar de privatização".


 

 


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