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Terça, 23 Jul 2019
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POLÍTICA
“UM ATAQUE CLARO E VIOLENTO AO SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE”
Rádio Cova da Beira
É desta forma que o presidente da câmara da Covilhã se refere à assinatura do compromisso de cooperação para o sector social celebrado entre o governo e a união das misericórdias e que permite a devolução do hospital do Fundão à santa casa da misericórdia.
Por Nuno Miguel em 19 de Dec de 2014

Na última reunião pública do executivo Vítor Pereira referiu que “devemos manifestar o nosso repúdio pela forma e pela intenção com que foi feita esta assinatura de compromisso; eu quero sublinhar que foi nomeada uma comissão de acompanhamento que eu apelido de comissão liquidatária e eu entendo que este acto consubstancia um ataque ao serviço nacional de saúde. Podem chamar-lhe o que quiserem mas esta é uma clara e dura privatização de um hospital com importantes valências, que tem uma função muito importante na Cova da Beira e que tem prestado um inestimável serviço às populações”.  

O autarca covilhanense acrescenta que este compromisso “é uma acção ostensiva de esvaziamento do centro hospitalar da Cova da Beira que sofre aqui uma violentíssima machadada e este é o primeiro passo de muitos outros que vão ser dados para a privatização dos cuidados de saúde em Portugal; para além disso existe um notório prejuízo para o curso de medicina da faculdade de ciências da saúde da UBI uma vez que se este hospital sair da órbita do domínio público deixa de haver trabalho complementar que o curso de medicina e este hospital desenvolviam”.

Vítor Pereira referiu ainda que a câmara da Covilhã está disponível para se associar a quaisquer acções de luta, tendo como objectivo reverter esta situação “nós não aceitamos este procedimento e queremos manifestar a nossa preocupação e solidariedade para com o concelho do Fundão e estamos prontos para conjuntamente adoptarmos as medidas de luta que forem necessárias para inverter esta situação”.

Por parte dos restantes membros do executivo o eleito da CDU, José Pinto considera que se trata de mais um passo na política de privatizações que o governo tem vindo a levar por diante enquanto que Nuno Reis, da bancada do movimento “Acreditar Covilhã” refere que subscreve o comunicado emitido pelo conselho de administração do CHCB a este propósito.

Já Joaquim Matias, eleito do PSD, considera que “infelizmente as preocupações que nós temos não são exactamente as preocupações que o senhor provedor tem porque ele aceitou esta doação do hospital do Fundão à santa casa da misericórdia, infelizmente; o que esteve em cima da mesa foram os interesses da santa casa e não os interesses da Cova da Beira e eu lamento isso; de qualquer forma sendo eu militante de um partido que actualmente governa este país digo aqui que estou frontalmente contra esta situação”.


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