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Segunda, 26 Ago 2019
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CIMD Cabecalho
SOCIEDADE
APLICAÇÃO DE FUNDOS COMUNITÁRIOS DEVE SER AVALIADA
Rádio Cova da Beira
Carlos Pinto defende a criação de um observatório que possa avaliar a aplicação dos fundos comunitários afectos aos programas de desenvolvimento rural na região. A ideia deixada pelo presidente da direcção da “Rude” durante o colóquio “Portugal 20 20” integrado nas comemorações dos 90 anos da associação comercial e industrial do Fundão.
Por Nuno Miguel em 29 de Nov de 2014

Carlos Pinto entende que a criação desse observatório permitiria uma avaliação mais rápida do impacto dos projectos que podem ser apoiados e permitiria ultrapassar uma lacuna sentida durante os anteriores quadros comunitários “isso vai permitir-nos ter, até 2020, uma visão integrada do que é que os fundos comunitários aplicados na CIM podem trazer ou não de evolução positiva; isso nunca foi feito e eu acho que era importante definir esse caminho e é muito simples de fazer, no fundo trata-se de protocolar uma polarização de informação de modo a que todos possam dar conta da forma como estão a aplicar os seus planos e dessa maneira não temos que chegar a 2020 a perguntar onde é que estamos”.

Até porque, acrescenta o presidente da direcção da Rude, os critérios para apoio de projectos no próximo pacote de ajuda comunitária vão ser muito mais selectivos “tal como os objectivos europeias e as determinações da política nacional consagram, ou seja na perspectiva de criação de emprego e de empresas; como sabe abandonou-se bastante o investimento em infraestruturas e por isso os projectos que vão ser apoiados tem de responder à interrogação sobre o que é que podem representar em termos de mais valias no emprego”.

As associações de desenvolvimento rural vão poder começar a executar o seu pacote de apoios financeiros durante o próximo ano mas há ainda uma questão que Rude e Aderes vão ter de ultrapassar. No anterior modelo administrativo a freguesia de Vales do Rio era abrangida pela Rude enquanto que o Peso fazia parte do território da Aderes. Com a criação da união de freguesias as duas entidades vão ter de chegar a um entendimento sobre a matéria. Um entendimento que afirma Carlos Pinto “está para breve”.

Questionado sobre o tema o presidente da direcção da Aderes acredita que na próxima semana o assunto vai ficar resolvido “temos agendada uma reunião que vai dar sequência a dois encontros que já tivemos e eu acredito sinceramente que essa questão vai ser ultrapassada”.

José Armando Serra dos Reis acredita que o facto de existir um entendimento sobre a questão dos territórios é positiva e já vai minimizar os efeitos negativos do atraso da entrada em vigor do novo quadro comunitário “neste momento já vamos ter algum atraso porque não vamos ter projectos para aprovar antes do final do verão do ano que vem e naturalmente que acaba por ser positivo que esses atrasos não sejam ainda maiores devido a qualquer falta de entendimento entre os agentes locais”.

O presidente da direcção da Aderes mostra-se ainda preocupado pelo facto de o novo pacote de ajuda comunitária não permitir a elegibilidade dos custos com efeitos retroactivos “nos anteriores programas isso era permitido e eu recordo aqui que desde o dia um de Janeiro deste ano que devíamos estar em condições de fazer investimento; eu próprio fui estimulando alguns beneficiários que querem investir para o fazerem mas neste momento a informação que temos é que essa elegibilidade é só a partir do momento em que as candidaturas entrem e isso é muito negativo e eu espero sinceramente que essa situação ainda possa ser alterada”.  


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