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Quarta, 20 Out 2021
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POL�TICA
RECANDIDATURA DE VÍTOR PEREIRA É “UMA CERTEZA”
Rádio Cova da Beira
Presidente da concelhia do PS da Covilhã diz que recandidatura de Vítor Pereira em 2017 não é uma inevitabilidade, mas uma “certeza”. Em entrevista à RCB João Marques diz que é possível cumprir o mandato com maioria relativa e acusa o anterior executivo de deixar dívida sem ter concluído ciclo de infra-estruturas. O PS pensa conquistar maioria absoluta em 2017 e cumprir as promessas que fez aos covilhanenses como a de baixar a factura da água.
Por Paula Brito em 27 de Nov de 2014

A recandidatura de Vítor Pereira nas próximas autárquicas “não é uma inevitabilidade é um orgulho ser o Vítor Pereira, e vai sê-lo, não é uma inevitabilidade é uma certeza”, adianta o presidente da concelhia socialista que pensa, em 2017, conquistar uma maioria absoluta. Até lá, João Marques entende que é possível governar com uma maioria relativa não defendendo qualquer coligação à direita ou à esquerda “é possível governar com uma maioria relativa, com entendimentos, e a prova disso é este orçamento para 2015 em que houve apenas uma abstenção”.

Em entrevista ao programa Flagrante Directo da RCB, o presidente da concelhia socialista admite que “os quase 70 milhões de euros de dívida elegível” herdados por este executivo funcionam como uma “camisa-de-força”, principalmente porque a dívida não serviu para encerrar o ciclo de infra-estruturas no concelho da Covilhã “temos uma rede viária que precisa de intervenção, temos escolas do ensino básico também a carecer de intervenção, tal como a habitação social, temos o teatro municipal que chove lá dentro, temos parques infantis completamente degradados, não temos um pavilhão municipal já para não falar nos equipamentos da câmara municipal com viaturas a pedirem por favor para serem abatidas”.

João Marques diz que há muita “desinformação” na Covilhã e rejeita a ideia de Carlos Pinto ser hoje o rosto da oposição. Para o presidente da concelhia socialista, a carta aberta do anterior autarca contém um conjunto de “difamações” deixando como exemplo a célebre factura de mais de 4.700 euros em telemóvel “como é que alguém pode ter reclamado uma factura que não recebeu, que foi recebida por este executivo?”.

João Marques rejeita a ideia do PS estar a governar a olhar para o passado e garante que a situação financeira herdada não será desculpa para o incumprimento das promessas que o partido fez aos covilhanenses nas últimas autárquicas “há uma que fazemos questão de cumprir que é a redução da factura da água”. As negociações com o parceiro privado estão a decorrer e em breve deverão chegar a bom porto “os modelos de negócio assumidos e assinados pelo anterior executivo levam a que haja uma negociação muito consciente daquilo que temos em mãos, as negociações estão a ultimar, da parte do município há vontade do quanto antes ser possível atingir esse desígnio”.

Questionado sobre o novelo que Vítor Pereira disse que ainda está por desfiar neste processo e que se chama Águas da Serra, a empresa que detém a concessão do saneamento em alta no concelho da Covilhã, João Marques foi peremptório “esse é o novelo, porque qualquer covilhanense que olhe para a factura da água repara que a maior percentagem dessa factura corresponde ao saneamento que é direccionado para essa empresa, porque há um contrato que foi feito com essa empresa que nos leva à obrigatoriedade desse pagamento, todos os meses, em crescendo”. Por resolver está ainda a participação prevista de 30% da câmara da Covilhã no capital social da empresa Águas da Serra, e que nunca chegou a ser registado, sendo actualmente detida a 100% pela AGS - a Sociedade Anónima que é a parceira privada das Águas da Covilhã onde detém 49% do capital social “até isso é um assunto que este executivo vai ter que resolver”. Apesar de não avançar com datas, João Marques, que é também administrador das Águas da Covilhã, garante que a promessa de baixar a factura da água será cumprida durante este mandato.


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