RCB/TuneIn
Domingo, 22 Set 2019
PUB
UBI
CIMD Cabecalho
SOCIEDADE
MARCHA PERCORRE CIDADES DO DISTRITO
Rádio Cova da Beira
Luís Garra garante que a CGTP não vai desistir da luta pelo aumento do salário mínimo nacional para 540 euros a partir do próximo dia um de Janeiro. Uma marcha onde o coordenador distrital da USCB acusou ainda a santa casa da misericórdia de estar a criar um clima de terror e medo junto dos funcionários da instituição.
Por Nuno Miguel em 25 de Nov de 2014

A afirmação feita pelo coordenador da união de sindicatos no final da marcha distrital pelo trabalho com direitos e pelo aumento dos salários que a intersindical promoveu, de forma descentralizada em todo o país, e que no distrito passou pelas cidades de Castelo Branco, Fundão e Covilhã.

Luís Garra refere que o recente aumento para 505 euros em nada contribuiu para melhorar a situação de vida dos trabalhadores da região pelo que a união de sindicatos vai continuar a exigir um novo aumento “nós marchámos pela melhoria dos salários e pelo trabalho com direitos mas também para dizer ao governo, aos patrões e a essa sigla que anda por ai chamada UGT que bem podem fazer os acordos que quiserem mas a luta pelo aumento do salário mínimo nacional para 540 euros a partir do inicio do próximo ano essa podem contar com ela porque a CGTP não desarma”.

O coordenador da união de sindicatos acrescenta que os empresários não podem continuar a invocar as mesmas razões de sempre para evitar aumentar os salários “nós sabemos que há por ai empresários que ganham rios de dinheiro e que vem dizer, como alguns grupos económicos dos lanifícios desta praça, que não podem aumentar os salários dos trabalhadores porque os custos energéticos, dos combustíveis e das comunicações são muito elevados; daqui eu digo-lhes vão ao raio que os parta, não carreguem nos trabalhadores e vão exigir a diminuição dos custos de energia, das comunicações e dos combustíveis. Chega. Basta”. 

Sobre os acontecimentos que tem marcado a agenda nacional, como a polémica dos vistos “Gold” ou a detenção do antigo primeiro ministro José Sócrates, o coordenador da união de sindicatos considera que é necessário identificar os verdadeiros responsáveis e que devem ser punidos de forma exemplar “o que se exige é que a justiça funcione, que os culpados sejam condenados e exemplarmente castigados e que o dinheiro que têm para pagar a advogados não seja suficiente para matar a justiça; também nos vistos dourados não se pode ficar pela rama; é preciso ir aos mentores e aqueles que conceberam um plano monstruoso que abriu portas, sim portas com letra maiúscula, à corrupção e ao crime organizado é que tão ladrão é o que vai à vinha como o que fica a guardar a porta”.

Uma intervenção onde Luís Garra voltou a exigir a demissão imediata do governo e tece duras críticas à acção do presidente da república por não ter ainda procedido à convocação de eleições antecipadas “nós sabemos que Cavaco Silva, cabecilha dum bando que maltrata Portugal e os Portugueses e se apropria do que é de todos nós, continuará a resistir argumentando com a estafada ideia da estabilidade do país. Mas qual estabilidade? Só se for a estabilidade do capital económico e financeiro e dos corruptos que ele acarinha, promove e incentiva. Cavaco Silva não é presidente de todos os Portugueses mas sim de uma seita que desgraça a economia, destrói o emprego, desgraça a educação, a saúde e a justiça e destrói a segurança social para alimentar patrões e promover negociatas com pavões ditos misericordiosos”.   

Uma marcha onde Luís Garra acusou ainda a mesa administrativa da santa casa da misericórdia da Covilhã de estar a promover um clima de terror e medo entre os trabalhadores da instituição “criou um modelo de intensa chantagem e de um modelo pidesco contra os trabalhadores que ali trabalhar; começou com a tentativa consumada de despedimento de um dirigente sindical para através disso dar o exemplo e criar medo; a esses queremos aqui dizer que podem ser muito pavões, podem armar-se em senhores da Covilhã mas nós estamos cá para denunciar estes comportamentos e para dizer que mais cedo do que tarde também ele vai para a rua como foi outro provedor que tentou atacar os direitos dos trabalhadores”.

O coordenador da união de sindicatos considerou ainda um escândalo a entrega da gestão dos infantários da rede pública às misericórdias de Castelo Branco e da Covilhã. Luís Garra afirma que “nós adivinhávamos que a negociata que foi feita entre o director da segurança social e as misericórdias iriam ter como consequência aquilo que estamos a assistir que é criar uma situação em que os trabalhadores desses infantários estão a ser atirados para um cenário de possível despedimento; o que se passou neste processo é absolutamente escandaloso e é inaceitável que se tenha dado a gestão de infantários públicos às misericórdias e em particular à misericórdia da Covilhã”. 


  Redes Sociais   Facebook

2007—2019 © Rádio Cova da Beira

Todos os direitos reservados