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sábado, 01 out 2022
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POL�TICA
VÍTOR PEREIRA APRESENTA PARTICIPAÇÂO CRIME
Rádio Cova da Beira
O presidente da câmara da Covilhã vai enviar uma participação ao ministério público a fim de se averiguarem alegadas irregularidades durante o período em que Pedro Farromba exerceu funções como director executivo do “Parkurbis”.
Por Nuno Miguel em 22 de Nov de 2014

Os factos fazem parte de uma carta publicada esta semana em alguns jornais. Na última reunião pública do executivo, e em resposta à intervenção de Pedro Farromba o presidente da câmara da Covilhã afirmou que “eu não tornaria pública a carta se o senhor vereador não tem feito o mesmo em relação ao requerimento que me enviou e que teve o cuidado de enviar também para a comunicação social; olhe que eu até só enviei para os jornais e o senhor enviou para os jornais e para as rádios e por isso até fiz menos publicidade”.

O autarca covilhanense reafirmou de seguida que não existe qualquer incompatibilidade no exercício de funções por parte do actual vice presidente da câmara da Covilhã “o senhor vice presidente nunca exerceu simultaneamente os cargos para que foi eleito e só existe incompatibilidade quando há exercício simultâneo dos cargos; porventura quem aconselhou juridicamente o senhor vereador não terá analisado cuidadosamente essa questão”. 

Também na decisão tomada que envolve familiares do actual presidente da assembleia municipal, Vítor Pereira nega a existência de qualquer ilegalidade “foi uma decisão do órgão, por maioria e mesmo que o senhor vice presidente não estivesse presente a votação foi de tal forma expressiva que ainda assim teria vencimento de causa”.  

O presidente da autarquia acrescenta ainda que o vereador do “MAC” não tem qualquer legitimidade moral para abordar o assunto “nas duas sessões em que nós falámos sobre esta problemática o senhor nem se dignou aparecer evocando questões de natureza profissional e apareceu sempre um outro vereador do seu movimento; provavelmente terá ai alguma coisa também a pesar na sua consciência mas deixo isso ao seu foro intimo”.

E por isso Vítor Pereira até está disponível para custear a deslocação de Pedro Farromba para entregar as participações que anunciou junto de várias entidades “eu pago-lhe do meu bolso, não é a câmara, sou eu o cidadão Vítor Pereira que lhe paga do bolso o táxi para ir entregar à procuradoria geral da República essas participações; estou com tanto medo e tão preocupado com isso que até lhe pago o transporte”.

Já quanto à situação relacionada com o “Parkurbis” e que faz parte da missiva que tornou pública esta semana, Vítor Pereira anunciou que na próxima segunda-feira será entregue uma participação crime ao ministério público “onde vou dar nota dos factos criminosos que constam da carta que lhe enviei e o senhor e outras pessoas vão ter muito que explicar porque é que aqueles factos são daquela maneira; pelo menos teve uma virtude é que o livro de actas já apareceu uma vez que isso me foi transmitido pelo senhor presidente do conselho de administração que, confrontado ontem, com o aparecimento do livro de actas, disse ao funcionário se só depois da carta é que o livro tinha aparecido e disse-lhe para colocar isso por escrito e o funcionário ficou doente e foi para casa e não escreveu quando tinha entregue o livro”.  

A questão do livro de actas é outra que, as duas partes, vão apresentar ao tribunal. Pedro Farromba afirma que “em relação a essa acusação de que eu teria roubado o livro de actas ela terá obviamente um procedimento diferente, como imagina”. Vítor Pereira responde que “eu nunca disse roubado mas sim que não o apresentou; ele só apareceu ontem na sequência da carta; diga lá que não”. 


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