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Domingo, 20 Out 2019
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POLÍTICA
CMP APROVA ORÇAMENTO DE TRANSIÇÃO
Rádio Cova da Beira
Em Penamacor, executivo aprovou por maioria, com a abstenção da oposição, o plano e orçamento para o próximo ano. São cerca de 12 milhões de euros num orçamento que o presidente da autarquia classifica de “transição”. Para a oposição o documento padece de dois males “a ausência de clarificação da situação financeira e estratégica do município”.
Por Paula Brito em 31 de Oct de 2014

Segundo António Beites o documento “coincide com um período de transição e de reestruturação das contas do município, associado à transição do quadro comunitário. Elaborámos um orçamento com base em pressupostos de rigor e prudência para que o município possa atingir uma situação de equilíbrio financeiro o mais rapidamente possível, este é o pilar em que assenta a elaboração do orçamento”. Para isso, o presidente da câmara de Penamacor vai apresentar, até final do ano, os resultados da auditoria realizada às contas do município e o respectivo plano de saneamento financeiro “visando a reestruturação do passivo da autarquia”.

A situação financeira não será no entanto desculpa para não se realizar investimento no concelho, diz António Beites, que enumerou um conjunto de obras que vão avançar em 2015 “iremos avançar com a construção da casa Ribeiro Sanches muito em breve, iremos avançar com o processo de requalificação de toda a zona histórica de Penamacor, bem como a requalificação quer do antigo externado, adquirido pelo município, quer do antigo quartel da GNR, anexo.” O alargamento e requalificação da zona industrial e o complexo termal de Águas são outras das obras enumeradas pelo autarca.

Para a oposição o orçamento da autarquia para o próximo ano padece de dois males: a ausência do plano estratégico e do plano de reestruturação financeira. Para Vitor Gabriel, passado um ano estas duas questões já deviam estar clarificadas “não aceitável que após um ano continuemos neste mar de incertezas, não podemos passar demasiado tempo a equacionar alternativas sem tomarmos decisões”.

O aumento da despesa corrente e a diminuição da despesa de capital reflectem, na opinião de Vítor Gabriel, a pesada herança que este executivo foi encontrar “para além de ter encontrado uma carteira vazia, encontrou uma câmara sem ideias para o futuro”.

Na hora do balanço de um ano de mandato ficou ainda o lamento para o facto das propostas apresentadas pela oposição, “apesar de nunca terem sido rejeitas, também nunca foram concretizadas”.     


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