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Quinta, 12 Dez 2019
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UBI
CIMD Cabecalho
SOCIEDADE
CHCB ASSINA CARTA
Rádio Cova da Beira
O centro hospitalar da Cova da Beira vai subscrever a carta de compromisso que está a ser desenhada pela universidade da beira Interior para a criação de uma plataforma para o desenvolvimento económico e social da região. O anúncio feito pelo presidente do conselho de administração daquela unidade de saúde durante o debate sobre a criação do centro médico académico que marcou as comemorações do 15º aniversário da instituição.
Por Nuno Miguel em 30 de Oct de 2014

Miguel Castelo Branco sublinha que “os cidadãos são cada vez mais exigentes em qualidade e segurança e sabe-se que o desenvolvimento do serviço exige especialidades de referência que só se encontram na totalidade da Beira Interior; subscrevemos por isso a proposta de carta de compromisso oriunda da UBI para uma plataforma de convergência para o progresso económico e social da região porque só nessa base teremos a capacidade de poder, em alguns aspectos, criar os centros de excelência que com a investigação, ensino e formação possam competir e quando for caso disso atrair com confiança e segurança as atenções a nível nacional ou internacional”.  

A criação do centro médico académico é encarada como uma das mais valias associadas ao pólo de saúde da beira Interior. No entanto o pró reitor da UBI ligado à área da saúde alerta para a necessidade de reforçar o trabalho em articulação das várias instituições de saúde da região “veja-se o que aconteceu com a recente portaria que classificou os hospitais da região como hospitais de nível um o que pode colocar em causa a existência de várias valências e no futuro algumas vozes poderão questionar sobre se se justifica a existência de três hospitais que prestam o mesos serviços neste raio geográfico e a primeira coisa que salta à vista é que temos três hospitais pequenos e que estão de costas voltadas entre si embora seja verdade que isso já foi pior”.

Manuel Lemos alerta ainda para o facto de a existência de uma faculdade de ciências da saúde na Covilhã ter de ser assumida como uma conquista diária, sob pena de aquela valência se poder vir a perder “a existência deste curso, que é unanimemente reconhecido como positivo, não pode ser vista como um dado adquirido e irreversível porque o curso de medicina nasceu para fazer face ao problema da falta de médicos mas o futuro é incerto e caminhamos para uma situação em que se calhar vamos ter médicos a mais”.

Mas de que forma pode existir um reforço da articulação entre as unidades médicas e as instituições formativas na área da saúde. Ana Paula Sapeta, directora da escola superior de saúde do politécnico de Castelo Branco deixa a resposta “o que nos pode unir são diferentes áreas como estágios, prática clínica, formação pré e pós graduada, investigação e publicação científica e a articulação em determinadas áreas que permita reforçar a prestação de serviços à comunidade”.   

Já o presidente do politécnico da Guarda, Constantino Rei, defende que a criação do centro médico académico da Beira Interior “pode ter por base um consórcio formado pelos três hospitais os quais, de forma isolada, não conseguem obter capacidade formativa em determinadas áreas, sobretudo pela falta de especialistas em número suficiente para assegurar essa formação mas que em conjunto poderiam dar resposta a esse critério”.

Ideias escutadas pelo coordenador nacional do grupo para a reforma dos cuidados hospitalares. José Mendes Ribeiro espera que os caminhos apontados possam significar um pontapé de saída para concretizar uma ideia que iria trazer mais valias às populações “levamos uma solução totalmente integrada, temos os autarcas da região empenhados nisso mas a gestão da mudança é um processo e não chega pensar que é preciso mudar; tem de existir um método de trabalho rigoroso com uma agenda discutida e partilhada por todos e o desafio que eu deixo é que todas estas ideias se conjuguem no sentido de dar o primeiro passo para ser criar aqui uma agenda de mudança para o futuro”. 

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