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Quarta, 21 Out 2020
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SOCIEDADE
SOUTO DA CASA: O LAR DESEJADO
Rádio Cova da Beira
¬ďDeus quer, o homem sonha, a obra nasce¬Ē, a frase de Fernando Pessoa, citada pelo presidente do Centro Paroquial de Assist√™ncia de Souto da Casa, p√°roco Jorge Cola√ßo, para ilustrar o processo da constru√ß√£o do Lar Ant√≥nio Genro da Silva, inaugurado este domingo. Um investimento de 800 mil euros que conheceu muitas vicissitudes.

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Por Paulo Pinheiro em 27 de Oct de 2014
Há mais de uma década que os habitantes de Souto da Casa esperavam pelo lar. “Um processo difícil, complicado, que conheceu seis versões de modelos de financiamento. Dez anos é muito tempo”, reconheceu o presidente da câmara municipal do Fundão.

A obra contou com a contribuição da população, várias instituições, junta de freguesia, igreja, mas “foi o apoio fundamental da CMF, sem o qual era impossível concretizar esta obra”, frisou o presidente do Centro Paroquial de Assistência de Souto da Casa, o padre Jorge Colaço, que agradeceu também o empenho de todos elementos da direcção.

O lar tem o nome António Genro da Silva, uma homenagem a um dos párocos da aldeia que há mais de 40 anos iniciou as conversações para a construção daquela infra-estrutura, como lembrou o presidente do conselho geral António Lourenço Marques, que fez o resumo da história do processo que foi agora concluído.

Apesar das contrariedades “a obra tão ambicionada pela população, que julgava impossível, tornou-se realidade. Estes Soutenses continuam com a mesma garra e força a lutar por aquilo que ambicionam”, disse a presidente da junta de freguesia de Souto da Casa.

Actualmente com 12 utentes, o lar tem capacidade para 18 e “é possível que possa ser alargada para 20 ou 21 camas” afirmou o director distrital da Segurança Social. Melo Bernardo elogiou o trabalho que as IPSS estão efectuar nesta área “sem o qual o apoio aos idosos não seria o mesmo. O Estado não o conseguiria fazer tão bem”, admite aquele responsável.

No concelho do Fundão, desde 2012, o município apoia dez lares em todo o seu território, cinco deles estão em execução, num investimento global de 10 milhões, seis milhões dos quais em concretização, através de programas e fundos comunitários cujas candidaturas a autarquia apresentou. Dois milhões e 400 mil euros é o montante investido pela CMF, fatia que representa mais de 50% das disponibilidades que a edilidade anualmente tem “ o que demonstra bem que a coesão social é umas das grandes prioridades do município”, disse Paulo Fernandes. O autarca realçou ainda o facto de no universo de 10 lares, no concelho do Fundão, apenas um ter acordo com a Segurança Social.

Para o bispo da diocese da Guarda, os investimentos do Governo têm que ter em conta estas realidades e não podem apenas ser direccionados para grandes projectos.

Utentes e familiares juntaram-se à festa e mostraram-se muito satisfeitos pela concretização de uma obra para a qual também contribuíram financeiramente.

Maria Nazaré, 96 anos, natural de Souto da Casa, já passou por lares em Idanha e Seia “mas nada se compara com este, é o da nossa terra. Demorou mas fizeram algo que se visse. Estou muito bem aqui”, disse a idosa

Também Felismina Pinto, 92 anos, natural daquela aldeia, testemunha  a qualidade do lar” Acho tudo muito bem. O comer é bom e as pessoas que cá trabalham também é uma família”, assegurou.


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