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Quarta, 28 Out 2020
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SOCIEDADE
“DISCRIMINADO”
Rádio Cova da Beira
É desta forma que o presidente da direcção do centro de assistência social do Dominguiso se sente depois da deliberação da câmara da Covilhã em atribuir à instituição um apoio financeiro no valor de 15 mil euros destinado à aquisição de equipamentos para o lar da instituição.
Por Nuno Miguel em 24 de Oct de 2014

José Minhoto não marcou presença na cerimónia de assinatura desse protocolo e garante que não vai assinar outro documento uma vez que a câmara da Covilhã está a faltar ao prometido “sentimo-nos discriminados e não foi isto que o senhor presidente nos prometeu aquando da inauguração do lar; eu tenho podido observar a atribuição de subsídios a outras instituições e algumas delas receberam verbas de fundos comunitários umas para fazer telhados, outras para pequenas obras e nós fizemos a recuperação de um edifício degradado, num investimento de meio milhão de euros, temos 18 postos de trabalho e fomos contemplados com 15 mil euros a pagar em dois anos e iria receber apenas a primeira tranche em Maio do próximo ano”. 

Em declarações à RCB, José Minhoto mostra o seu descontentamento perante esta situação “eu não aceito as coisas dessa forma e perante esta situação de discriminação preferimos não ficar em favor perante a câmara e dizer que estamos a fazer uma obra apenas à nossa custa uma vez que a autarquia não tem contribuído em nada para o centro de assistência social do Dominguiso; eu vejo notícias de instituições que reúnem em assembleia geral com dez pessoas e dez pessoas tenho eu todas as semanas na reunião de direcção e elas são contempladas com valores de 40 ou 50 mil euros em detrimento de uma instituição como a nossa que contribuir para o desenvolvimento da freguesia”.

O presidente do centro de assistência social do Dominguiso recorda que o montante agora atribuído é bem diferente daquele que o anterior executivo pretendia dar à associação “tinha havido uma promessa de 50 mil euros e que acabou por não ser aprovada ainda pela anterior câmara e sempre contámos que essa verba nos fosse atribuída; inaugurámos o lar em Abril, temos a casa praticamente cheia, temos o pessoal todo admitido e a câmara não respeita isso nem quer saber dos postos de trabalho e aquilo que interessa é o populismo de oferecer verbas a instituições que pouco fazem pelo concelho embora eu não queira de forma nenhuma faltar-lhes ao respeito porque sempre fui um homem do associativismo”.

Críticas a que já reagiu o vereador com o pelouro da acção social na autarquia covilhanense. Jorge Torrão refere que “está no seu pleno direito de recusar e de assumir as suas próprias responsabilidades face a expectativas que ele pode ter gizado e que não corresponderam neste documento e também no circunstancialismo de parcos recursos da câmara e onde tentamos ir ao encontro das várias necessidades que imperam em todo o sistema de acção social do concelho”.

O autarca garante que pretende em breve reunir com os responsáveis da instituição para analisar o problema mas rejeita a ideia de discriminação “acho que esse termo é bastante extremo e eu vou falar com o senhor presidente do centro para ver que caminhos iremos percorrer na reformulação daquilo que agora foi estabelecido por forma a poder ir de encontro aos interesses da instituição e da possibilidade que a câmara da Covilhã tem em corresponder aos naturais anseios da direcção do centro e de todos aqueles que fazem aquela casa”.

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