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Segunda, 08 Mar 2021
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POL�TICA
"UM PRESIDENTE DIGNO DE O SER NÃO SE INTIMIDA!"
Rádio Cova da Beira
Disse o presidente da câmara municipal da Covilhã na sessão solene da assembleia municipal da Covilhã, comemorativa do 144º aniversário da Covilhã. Vítor Pereira aproveitou para fazer balanço de um ano de governação do município.
Por Paulo Pinheiro em 21 de Oct de 2014

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Sobre o tema do momento na política covilhanense, os resultados da auditoria às contas do município, e depois de sublinhar a situação financeira grave que encontrou "Encontrámos um passivo elevadíssimo, uma divida exigível superior a 300% da média da receita anual dos últimos 3 anos", diversos processos em contencioso e um conjunto de outras situações que "colocam ao atual executivo grandes desafios de gestão e necessidade de grande capacidade  de trabalho, ação, imaginação e ginástica financeira". De acordo com Vítor Pereira, no primeiro ano de mandato a dívida da câmara foi reduzida em 9,7 milhões de euros, mas   "a divida atual, representa ainda 257% da média de receitas arrecadadas nos últimos 3 anos". 

 

Sobre a auditoria realizada, o autarca diz estar a cumprir os compromissos assumidos com os covilhanenses  e avisou "Por mais ruído, campanhas de difamação, de desinformação e ameaças que tentem fazer, não me desviarei do caminho que estou a percorrer, ou seja, o da intransigente defesa dos interesses do município", acrescentando que "os insultos e as ameaças são tratadas no local próprio. As desconsiderações, as ofensas e ataques pessoais formuladas em tom de confrangedora má educação ficarão sem resposta".

 

O presidente da CMC mostra-se disponível para apresentar, analisar e debater a matéria apurada em qualquer fórum, mas garante que " Um presidente digno de o ser não se intimida!  Pelo que não me desvio um milímetro da minha obrigação para com os Covilhanenses de lhes continuar a revelar toda a verdade sobre a gestão do Município nos últimos anos e, quando for caso disso, comunicar às autoridades competentes as situações menos claras que encontrar!  Não se trata de nenhuma perseguição. Nada me move pessoalmente contra ninguém", refere.

 

O balanço de um ano, o edil destacou quatro aspectos, que constituem marcas da governação socialista: "o da estabilização e conhecimento da situação da autarquia, o novo pulsar da sociedade  covilhanense e ao relacionamento institucional da câmara municipal com as diversas instituições da região, a cultura e as obras". Neste último, o chefe do executivo covilhanense  referiu-se a obras que "encontrámos paradas, algumas delas há anos adiadas, que temos posto a andar e que estão a ser concluídas".  

 

O edil apontou o exemplo da Estrada 512 "que foi promessa política de décadas dos anteriores Executivos, que há muitos anos tem prejudicado sobremaneira as populações do sul do Concelho, que nunca ninguém realizou e que com este Executivo será uma realidade". 


O lançamento e assinatura do contrato de execução com a empresa que irá realiza a obra  vão ser efectuados na próxima 5ª feira, cujo valor ascende a cerca de 1 milhão de euros "que vem finalmente fazer justiça àquela região do Concelho e vem melhorar muito as condições de mobilidade daqueles Covilhanenses que ali residem ou trabalham", sublinhou o presidente da CMC. 

 

Ainda em matéria de empreitas , o autarca falou da barragem das Penhas da Saúde II,  "obra emblemática, com décadas e que estava congelada". O edil revelou que  procedeu na passada quinta-feira, à assinatura do contrato de adjudicação da obra "Garanto a todos que ainda este ano se iniciarão as obras dos 7 depósitos e dos cerca de 30 Km de condutas e adutoras referentes à primeira fase do projecto da Barragem das Cortes, num valor de 11 milhões de euros. Vamos aguardar pelo novo quadro de financiamento comunitário para avançar com a segunda fase,

ou seja, com a construção da albufeira".


No âmbito das obras consideradas atrasadas, Vítor Pereira destacou ainda três obras "que deviam ter sido concluídas ainda no anterior mandato", que estavam paradas há mais de 1 ano e "em risco de se perderem os respectivos fundos comunitários relativamente a duas delas", casos do posto de turismo à saída da Covilhã, do Elevador do Jardim e da obra do alargamento da rua Marques D’Avila e Bolama!


De acordo com Vítor Pereira as primeiras duas estão prontas até final do ano, quanto  à conclusão do alargamento da Rua Marques D’Avila e Bolama, a autarquia vai em breve adjudicar a obra que será também concluída até final de

2014.

 

Afirmar a Covilhã como um Centro Tecnológico de excelência, com capacidade de afirmação a nível nacional e internacional, aproveitando o saber e a experiência da universidade da

Beira Interior é um dos desígnios enumerados pelo presidente da autarquia covilhanense.

 

Na sessão solene, também o presidente da AMC destacou a actual conjuntura como tempos difíceis, onde o encerramento de serviços é uma realidade, mas ainda assim "a Covilhã não pode perder a esperança", uma cidade com "massa cinzenta e laboriosos trabalhadores". Santos Silva defendeu a necessidade de dar oportunidades aos jovens , para que se fixem na região "Acreditamos ser possível que os fios do passado continuem a tecer o futuro, mas sem megalomanias , com rigor e crença. Uma cidade que progrida equilibradamente, mas longe de interesses pessoais. Uma Covilhã que não se vergue às vicissitudes do tempo", disse o ex-reitor da Ubi.

 

É esta a Covilhã que Santos Silva quer de volta "uma cidade de plenas concretizações, democrática e sem arrogância". 

 



  



 



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