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Sexta, 18 Out 2019
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POLÍTICA
AUDITORIA MARCOU REUNIÃO PÚBLICA
Rádio Cova da Beira
O tema era esperado e dominou boa parte da reunião pública do executivo covilhanense desta manhã. Pedro Farromba diz que o documento não acrescenta nada de novo, Nélson Silva critica a estratégia de divulgação seguida pela maioria, José Pinto diz que auditoria vem dar razão à CDU e Joaquim Matias pede novo debate sobre o tema. Pouco preocupado com o nome que é dado aos números, Vítor Pereira diz que o “fardo” existe e tem que ser pago.
Por Paula Brito em 17 de Oct de 2014
O empolamento da dívida da câmara da Covilhã confundido conceitos como passivo e dívida elegível é uma estratégia perigosa para a Covilhã diz Nélson Silva na análise feita à auditoria e à forma como foi divulgada pela maioria “não estou disponível para debater na praça pública despesas de representação do anterior ou do actual executivo, entendo que esta forma de fazer política ultrapassa os limites daquilo que considero ser o dever institucional a que todos estamos obrigados no desempenho das nossas funções”. Segundo o vereador independente, “levar esta auditoria, com a metodologia que aqui foi seguida às últimas instâncias seria uma estratégia desastrosa para a Covilhã e com consequências imprevisíveis”. Recordando que a auditoria sugere o recurso ao Fundo de Apoio aos Municípios, o autarca diz que não está disponível para participar num processo que seria lesivo para a Covilhã.

Vítor Pereira não está preocupado com os nomes técnicos que são dados aos números mas sim com o facto de a dívida ser “um fardo” para os covilhanenses “eu estou-me preocupando pouco com o nome que dão às dívidas da Câmara municipal, a verdade é que temos que as pagar”.  

Pedro Farromba, vereador do Movimento Acreditar Covilhã, considera que foram gastos mais de 60 mil euros numa auditoria que não trouxe nada de novo. Foi por esse motivo que, para justificar os 150 milhões de euros de dívida apregoados na campanha eleitoral, a maioria decidiu elaborar um panfleto que “eu denomino de voyeurismo político, e começou a esmiuçar as contas para apresentar um documento, vestido com a imagem institucional do município, e que viesse a deleitar os cidadãos com números e expressões próprias de um panfleto de qualquer partido de uma das extremas da nossa política, usando da máquina municipal e pago por esta, para criar uma obra muito à sua própria imagem, que vulgariza o nome institucional do município, insulta a história e a imagem da cidade, e adjectiva com expressões que estou certo poucos covilhanenses reconhecem como linguagem própria de uma instituição como a câmara municipal da Covilhã”. Pedro Farromba considerou ainda uma falta de respeito pelos vereadores o facto de ter sido pedido sigilo na reunião do executivo onde foi apresentada a auditoria e nesse mesmo dia ter sido entregue o folheto na caixa de correio dos covilhanenses.

Vítor Pereira diz que o folheto é fruto de uma herança deixada pelo anterior executivo “é o produto de um departamento da câmara que é uma coisa positiva que vem do passado, que é o departamento de relações públicas que funcionava bem e continua a funcionar bem, pondo cá fora informação pertinente e julgada adequada quando é necessário”.

Na análise à auditoria José Pinto, diz que só vem comprovar o que a CDU andou a alertar durante anos “a câmara municipal PSD e de Carlos Pinto era despesista e que todos os anos a dívida aumentava em 4 milhões de euros, efectivamente a dívida da câmara é de 70 milhões e o passivo vai para os valores que foram apresentados”.

Joaquim Matias deixou uma proposta para nova discussão do documento “eu trazia aqui hoje uma proposta no sentido deste documento ser analisado no recato de uma reunião de câmara, só para esse efeito, e propunha que fosse chamada para essa reunião a KPMG e também ponderasse a possibilidade de ser chamado o anterior presidente da câmara, Carlos Pinto, para ter um espaço para dar a informação que entendesse dar em vez de andar nos jornais “.

O autarca do PSD ainda sugeriu a entrega da auditoria ao Ministério Público mas Vítor Pereira diz que não é preciso “empulhar os tribunais” com este assunto, admitindo, se for esse o entendimento dos vereadores, marcar uma reunião do executivo para “exorcizar” este assunto e seguir em frente.    


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