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Quarta, 03 Jun 2020
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POL�TICA
D?VIDA GALOPANTE
O endividamento da c?mara municipal do Fund?o divide maioria e oposi??o. S?o os olhares diferentes para as contas de ger?ncia de 2008 do munic?pio fundanense.
Por Paulo Pinheiro & Paula Charro em 24 de Apr de 2009

Os documentos foram aprovados por maioria, com os votos contra dos vereadores do partido socialista. Os autarcas do PS sublinharam o aumento das despesas correntes, mais 20% comparativamente a 2007, e a diminuição das despesas de capital em 21%. Para Conceição Martins, mais preocupante é o crescimento da dívida da autarquia “os juros crescem 62%, sendo que os passivos financeiros são amortizados, os juros das despesas de capital são alarmantes, crescem 5.227% correspondendo a um valor de 1.491 mil euros, a dívida começa agora a aparecer”. Sublinhando a necessidade da autarquia pagar aos fornecedores, os autarcas socialistas fizeram contas e chegaram à conclusão que o município tem uma dívida superior a 41 milhões de euros, a curto e médio prazo, porque “ainda há que somar a esta, a dívida bancária a longo prazo. A situação é realmente muito preocupante”, disse Conceição Martins.

O presidente da câmara assume que o endividamento é o caminho que a actual maioria assume para resolver os problemas das populações “ nunca escondemos a dívida, mas se temos oportunidades de conseguir captar fundos comunitários e é preciso acompanhar com a nossa parte, vamos fazê-lo porque queremos criar condições para o futuro, nunca hesitámos”, sustenta Manuel Frexes.O edil garante que as dividias aos fornecedores estão liquidadas pelas instituições bancárias, e que nos últimos anos a autarquia investiu no concelho cerca de 300 milhões de euros e lançou mais de 500 concursos públicos “ em 2008 conseguimos mais uma meta histórica em termos de execução alcançamos 33 milhões e 200 mil euros”.

Entre falar da dívida e de realizações, o presidente da CMF prefere falar da segunda “podíamos ter um débito menor mas não tínhamos a qualidade de vida nem agarrado as oportunidades que colocaram o Fundão como um dos municípios mais dinâmicos, esta é a melhor maneira de combater a crise”, acrescenta o edil fundanense.O autarca assegura que a CMF não tem situações de ruptura financeira, está estabilizada, e “no futuro não me importo de aparecer como o município mais endividado do país, desde que, simultaneamente o Fundão seja apontado como um concelho com boas condições para viver”.


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