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Segunda, 22 Jul 2019
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SOCIEDADE
TWINTEX QUER SER LÍDER NA EUROPA
Rádio Cova da Beira
A empresa, sediada no Fundão, quer ser número um na Europa na confecção de fatos de senhora semi tradicional, isto é, replicando na indústria as técnicas de alfaiataria. É uma técnica que há muito se impôs no segmento de luxo para fatos de homem, e que a Twintex pretende agora transpor para o mercado feminino. O objectivo traçado no trigésimo quinto aniversário assinalado este sábado com a inauguração de um novo investimento.
Por Paula Brito em 27 de Sep de 2014

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“Hoje em dia não assistimos a diferenças no mercado de trabalho entre homens e mulheres, temos mulheres que são presidentes de empresas mundiais, advogadas de sucesso, mulheres com posições de grande relevo que também querem ter um fato executivo que marque a sua posição e a única forma é nós dedicarmo-nos à construção artesanal, ao semi tradicional, e queremos ser número um na Europa nesse tipo de construção, em senhora”, explicou à RCB Mico Mineiro, administrador da Twintex que assinalou os 35 anos da fábrica com a inauguração de um novo investimento em painéis fotovoltaicos que permitem à empresa produzir mais de metade da energia que consome “nós temos cerca de mil painéis solares no telhado da fábrica, nos meses de Verão ultrapassamos os 60% mas no final do ano, a média ultrapassa os 50%”.

A Twintex trabalha com algumas das melhores marcas internacionais de vestuário. Com uma produção diária entre 1.800 e 2000 peças, a empresa exporta a totalidade da sua produção “não temos nenhum cliente em Portugal, a nossa dedicação tem sido para o mercado externo e é aí que nós somos conhecidos e temos feito um esforço enorme para conseguir vencer”.  

A empresa Twintex é responsável por 365 postos de trabalhos directos (325 na fábrica de Fundão e 40 em Vales do Rio) e mais de 600 postos de trabalho indirectos já que 40% da sua produção (dados de 2013) vem de fábricas satélite.

A empresa familiar que António Mineiro começou e que hoje os filhos, Mico e Bruno Mineiro, gerem é hoje uma das maiores empregadoras do concelho do Fundão. Em dia de aniversário, a autarquia fundanense decidiu homenagear o empresário atribuindo o seu nome à avenida onde se localiza a fábrica (entre Aldeia de Joanes e Aldeia Nova do Cabo). Paulo Fernandes espera que o nome da avenida seja inspirador na resolução de um conflito territorial que ali existe há décadas, já que a empresa é, ela própria, um símbolo de união de territórios, no caso do concelho de Fundão e Covilhã, “que este elemento de união mais vasto da Cova da Beira que representa esta empresa, também aqui seja inspirador para colocarmos de parte ancestrais divisões”.

Uma homenagem que deixou o empresário sensibilizado. No seu breve discurso, António Mineiro deixou um conselho de quem passou por muito para chegar a este patamar “não foi fácil chegar até aqui, com muitas contrariedades e contra tempos, mas com força de vontade, determinação espírito de equipa e entreajuda chegámos onde chegamos mas ainda temos muito trabalho para fazer, quero com isto dizer que nunca nos devemos deslumbrar, devemos ser persistentes e teimar”.

Em dia de aniversário foram ainda homenageados os trabalhadores com 25 e 30 anos de serviço e estreada, pelo coro misto da Beira interior, uma peça que Luís Cipriano compôs especialmente para a data, inspirada na origem de tudo: o tear.


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