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POL�TICA
“NÃO HAVIA UM REGULAMENTO MAIS TRANSPARENTE”
Rádio Cova da Beira
É desta forma que o presidente da câmara da Covilhã reage às reservas dos vereadores da oposição a propósito da metodologia adoptada para a implementação do conceito do orçamento participativo.
Por Nuno Miguel em 27 de Sep de 2014

Actualmente está a decorrer on-line a votação dum conjunto de projectos que podem ser incluídos nesse documento, mas os vereadores da oposição mostram algumas reservas em relação ao assunto. Joaquim Matias, vereador do PSD, teme que esta situação venha a criar expectativas infundadas junto das populações “se eventualmente houver um projecto que custe um ou dois milhões de euros para incluir no orçamento, através deste processo online, como é que vamos dar andamento a isso ?” interroga. O autarca social democrata acrescenta que “isto é tudo muito bonito, parecemos uns papagaios mas depois o problemas é que as coisas vão para o orçamento e não são executadas”.

Já para José Pinto, vereador da CDU, a forma como todo o processo está a decorrer é um bluff uma vez que o verdadeiro orçamento participativo continua por elaborar “eu acho que devia ser o executivo a definir as áreas sob as quais essa questão devia recair e desafiar as juntas de freguesia ou outras pessoas que pudessem apresentar projectos e mediante um conjunto de propostas que possam existir a autarquia definir o que é prioritário porque tudo aquilo que já aqui se falou é bluff; é deitar poeira para os olhos das pessoas”.                                                                                 

Pedro Farromba, vereador do movimento “Acreditar Covilhã” alerta ainda para a necessidade de a palavra final em qualquer ideia a votação caber ao executivo “se quiserem colocar à votação que querem demolir o edifício da câmara municipal nós no fim da votação não podemos dizer que vamos fazer isso; tem de haver regras e a última decisão caberá ao município no sentido de escolher aqueles que serão os melhores projectos”.

Questões que o presidente da câmara da Covilhã desvaloriza. Vítor Pereira sublinha que “este é o primeiro executivo na Covilhã a implementar este conceito e digo-o com orgulho porque isto é dar voz aos cidadãos; para além disso o regulamento é muito claro uma vez que todos os cidadãos podem aceder à área que desejam escolher e a partir dai é escalonado proporcionalmente; a área funcional que obtiver uma maior votação é a que leva mais dinheiro”.  

As propostas para ser incluídas no orçamento da câmara da Covilhã para 2015 podem ser votadas até ao próximo dia seis de Outubro.


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