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SOCIEDADE
“A QUESTÃO NÃO SE COLOCA”
Rádio Cova da Beira
Nenhuma maternidade vai fechar na Beira Interior até final da actual legislatura. A afirmação feita pelo presidente do conselho de administração do centro hospitalar da Cova da Beira à margem do congresso médico da Beira Interior que decorreu na Guarda.
Por Nuno Miguel em 26 de Sep de 2014

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Em causa a portaria publicada pelo ministério da saúde em Junho deste ano que refere que o dossier de encerramento de serviços de maternidade tem de estar concluído até 15 de Junho de 2015 no âmbito do processo de referenciação hospitalar. Questionado sobre o tema, Miguel Castelo Branco diz que “foi definido que este governo não vai fechar maternidades na Beira Interior e vai procurar desenvolver condições para que a natalidade aumente; isso já foi afirmado pelo ministério da saúde e também pelo primeiro ministro e eu estou convicto que não vai haver nenhuma evolução no sentido de alterar o mapa das maternidades na região”.

Um congresso onde o presidente da câmara municipal da Guarda recordou a importância da criação do centro hospitalar universitário da Beira Interior. Álvaro Amaro defende por isso o reconhecimento do hospital Sousa Martins com o estatuto de serviço universitário “sabemos que existem protocolos de colaboração, mas não bastam; nós não estamos a pedir nada mas apenas a dizer aquilo que a lei prescreve e por isso não vale a pena duplicações, rivalidades balofas ou os chamados interesses estratégicos e julgo por isso que não é ambição a mais querermos um centro académico universitário sediado na Covilhã e com polos na Guarda e em Castelo Branco”.

Questionado sobre o tema, Miguel Castelo Branco explica o que falta para que esse objectivo possa ser concretizado “existe um inicio de legislação sobre essa matéria mas que não foi regulamentada; penso que agora existe uma nova oportunidade uma vez que o senhor ministro da saúde afirmou recentemente que estava a trabalhar na regulamentação dos hospitais universitários e isso pode ser determinante para dar o estatuto de universitárias às entidades de saúde que trabalham com a faculdade de ciências da saúde”

O presidente do conselho de administração do centro hospitalar da Cova da Beira acrescenta que a colaboração entre instituições de saúde e de ensino tem vindo a intensificar-se nos últimos anos. De qualquer forma essa articulação pode ser ainda mais reforçada com a constituição do pólo de saúde da Beira Interior “há muitos tipos de tratamento médico que se podem fazer na nossa região e que só não se fazem neste momento porque ainda estamos separados uns dos outros em termos de articulação porque no momento em que nos pudermos articular melhor entre todas as especialidades que temos na região não tenho dúvidas que vamos conseguir dar mais serviços às populações”.

Também presente neste congresso o reitor da UBI sublinha que estão a ser dados passos importantes para a constituição do centro hospitalar universitário. António Fidalgo refere que “tem estado a ser desenvolvido um trabalho conjunto por parte dos ministérios da educação e da saúde para se encontrar a melhor solução que conjugue aquilo que é a formação médica nos três hospitais; neste momento estamos a trabalhar numa carta de compromisso tendo em vista estabelecer uma sintonia muito forte até ao nível de captação de fundos do próximo quadro comunitário e é nesse sentido que estamos todos a trabalhar”.


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