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Terça, 12 Nov 2019
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POLÍTICA
“PROPOSTA EXTEMPORÂNEA”
Rádio Cova da Beira
Foi desta forma que o presidente da câmara da Covilhã reagiu à proposta apresentada por Pedro Farromba na última reunião pública do executivo em que o vereador do movimento “Acreditar Covilh㔠defendeu a isenção total de pagamento de refeições e da componente de apoio à família para todas as crianças que frequentam as redes do pré escolar e do primeiro ciclo da rede pública do concelho.
Por Nuno Miguel em 23 de Sep de 2014

De acordo com Pedro Farromba a adopção dessa medida iria representar um investimento mensal de 15 mil euros e que iria ajudar as famílias a superar a conjuntura de crise “garantindo desta forma que todas as crianças tenham acesso a uma refeição condigna e gratuita e que lhe seja assegurada de igual forma a presença no prolongamento de horário após a componente lectiva aliviando assim as famílias desse encargo; não me parece que o valor em causa seja muito significativo para os cofres do município e podíamos dar aqui um sinal de apoio até porque esta medida foi muito bem acolhida no passado”.

A proposta acabou por nem sequer ser votada, mas também o vereador da CDU, José Pinto, entende que pelo menos ao nível do fornecimento de refeições deveria ser estabelecida uma medida de gratuitidade “até porque sabemos que as nossas famílias de uma hora para outra podem ficar sem emprego, há a questão da emigração e eu acho que nós devíamos ter uma maior disponibilidade para apoiar até porque estamos a falar num momento crucial de formação dos jovens”.

Na resposta o presidente da autarquia refere que a situação financeira não permite a adopção dessa medida e que ela poderia criar algumas situações de injustiça. Para Vítor Pereira “trata-se duma proposta extemporânea porque debatemos aqui, no passado mês de Julho, este assunto e esse é que era o momento para introduzir uma proposta deste tipo e não agora depois de já termos tomado uma deliberação e o senhor sabe que o orçamento tem de ser apresentado durante o mês de Outubro; bem gostaríamos que o município tivesse outras condições económicas no sentido de acolher uma proposta de total isenção não obstante eu achar que é injusto que o filho de um médico ou de um advogado esteja isento e outro, com menores rendimentos, ter igual tratamento”.


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