RCB/TuneIn
Domingo, 05 Abr 2020
PUB
UBI
CIMD Cabecalho
CULTURA
FUNDÃO: RETRATOS DA EMIGRAÇÃO NA MOAGEM
Rádio Cova da Beira
Um conjunto de imagens que “questionam a mobilidade as fronteiras e a identidade”. “A relação entre retratos e paisagens, continuidade e roturas através de histórias sobre a emigração”.
Por Paulo Pinheiro & Dulce Gabriel em 15 de Aug de 2014

É este o mote para a exposição de fotografia que o professor e fotógrafo do Peso, Carlos Casteleira mostra no Fundão. Na mostra “Ser e Estar – memórias lusófonas, Carlos Casteleira partilha com o visitante “experiências do fluxo migratório português e identidades culturais”. A mostra que ´nos transporta para as várias realidades da emigração portuguesa está patente ao público até dia 20 de setembro na Moagem- Cidade do Engenho e das Artes no Fundão.

 

Esta é uma exposição de inúmeras paisagens e retratos de protagonistas da emigração. Imagens do Porto, Guimarães, Peso, Aix, Tortosendo. Rostos de gente que um dia saiu de terras lusas em busca de um el dourado nem sempre conseguido. Retratos de 2013 entre frança e Portugal como quem nos mostra as partidas e chegas de gente como nós. Trata-se de “uma ideia muito autobiográfica sobre emigração”

"Depois abrange a questão da mobilidade, das fronteiras e das nossas próprias travessias no Mundo", refere à RCB Carlos Casteleira. 

A exposição “Ser e Estar” é acompanhada de um livro com o mesmo nome

"O ser é o retracto e a relação que se pode se pode ter com ele. O estar é sempre o meio que envolve, seja ele qual for", sublinha o artista. 

E entre o ser e estar há fotografias que nos mostram uma realidade da emigração em Cabo Verde ou noutra antiga colónia portuguesa

"Tem também a ver com essas pessoas que desenvolvem a sua vida em contextos particulares onde a paisagem (cultural, física, urbana ou rural) influência. 

 

A paisagem é uma das componentes desta exposição que também nos mostra cidadãos do mundo que escolhem a beira para imigrar. São várias realidades migratórias acompanhadas de tradições e de um certo apego às crenças religiosas. Os símbolos da igreja estão quase sempre na mala de viagem de quem chega e parte.  

Carlos Casteleira reside em frança desde 1965, pratica fotografia desde 1986, tem participado em vários projetos de cariz antropológico e etnográfico. Na sua relação com o concelho do Fundão, Carlos Casteleira tem desenvolvido com alunos do Agrupamento de Escolas do Fundão intercâmbios escolares no ensino e aprendizagem das artes. O professor de artes, que trabalha em frança, chegou mesmo a receber naquele país alunos que participaram em residências artísticas, revelou em conversa com a RCB. Os seus trabalhos estão expostos no Fundão.


  Redes Sociais   Facebook

2007—2020 © Rádio Cova da Beira

Todos os direitos reservados