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Domingo, 08 Dez 2019
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DESPORTO
UNHAIS DA SERRA E SERTANENSE EMPATAM A ZERO
Este jogo entre clubes do distrito, disputado no Paul, foi uma partida com muitas jogadas de muito perigo mas que n?o teve uma ?nica ocasi?o clara para que fosse marcado um golo. O zero zero reflecte exactamente o que se passou dentro das quatro linhas.
Por José Joaquim Ribeiro em 14 de Oct de 2007

Como seria de prever o Unhais da Serra, líder desta série, começou por tomar a iniciativa de jogo, criando uma jogada de perigo, logo aos 3', por Edgar Carvalho, com este a estatelar-se na área adversária. Supunha-se que fosse este o mote para a partida, no entanto o Sertanense, clube que conta nas suas fileiras com jogadores de grande envergadura e com enorme experiência, equilibrou a contenda e criou, aos 6' uma situação que resultaria num livre directo, sobre a meia lua, logo em zona frontal, que Britto rematou contra a barreira. Foi nesta toada que o jogo estava a decorrer, até que aos 13', o Sertanense fica reduzido a 10 elementos, por expulsão de Pedro Miguel, por ter atingido Rubem com o cotovelo, num lance dividido.

Com uma hora de jogo para se jogar tudo ficava, aparentemente, mais fácil para a equipa de Tó Real.

Como seria de esperar o Unhais postou-se no meio campo do Sertanense e praticamente foi ai que se jogou o que faltava para o intervalo. Nesta situação o Unhais tentou jogar pelas alas, tentou furar pelo centro, mas o Sertanense, muitíssimo organizado no seu meio campo, não deu espaços e oportunidades para que os serranos criassem situações de golo eminente.

Na segunda parte, contra o que seria de prever, o Sertanense foi quem melhor entrou na partida. Criou duas situações de perigo e ganhou um livre, em zona frontal, a cerca de 10 metros da grande área com Britto a voltar a rematar contra a barreira, como tinha feito na primeira parte. Logo a seguir é a vez de Edgar Carvalho tentar a sua sorte, mas o remate saiu-lhe enrolado e passou ao lado da baliza do guardião do Sertanense.

Estava o jogo numa toada de parada e resposta quando Rabâa é lançado por Leandro, este isola-se e valeu a intervenção de Pedro Ferreira, fazendo falta sobre o homem da Sertã, dentro da meia lua, a centímetros da linha de grande área. Era mais um livre perigoso para a baliza de Valizim. Desta feita foi Américo a tentar a sua sorte, mas uma vez mais a bola não chegou ao alvo. Com este lance ocorrido aos 53' o Sertanense confirmou que estava ali para discutir o resultado, no entanto, Real, que notou que a sua equipa estava a perder gás, principalmente quando tinha que partir para acções ofensivas, mexeu na equipa, fazendo duas alterações em simultâneo, entrando Mica e Vaz Alves, dois jogadores mais ofensivos e que se adaptam muito bem a jogar em contra-ataque. Com estas alterações o que se viu até final da partida foi duas equipas a terem postura idênticas, jogando um futebol directo, na tentativa de poderem surpreender as defesas contrárias.

O zero zero final reflecte de alguma forma o que se passou no jogo, uma vez que nem Unhais nem Sertanense criaram uma única situação em que o golo estivesse próximo de acontecer. Houve muita entrega, muita luta, futebol pouco vistoso e um resultado a condizer.


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