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POLÍTICA
NEGOCIAÇÂO FECHADA
Rádio Cova da Beira
O diretor-geral da Scutvias anunciou que a negociação com o Estado para a mudança de regime de concessão da autoestrada da Beira Interior (A23) está fechada e deverá entrar em vigor até final do ano.
Por Paulo Pinheiro em 28 de Jun de 2014

"Fechamos este mês a negociação [do novo contrato de concessão] com o Estado" e se "tudo correr bem, pode acontecer que seja assinado em outubro", revelou Pinho Martins, na sede da Scutvias, em Lardosa (Castelo Branco).

 

O responsável pela Scutvias falava aos jornalistas à margem de uma cerimónia para atribuição do prémio ao vencedor do concurso 'Ideias para Logotipo Scutvias - 15 Anos', uma iniciativa promovida pela empresa, para comemorar o 15.º aniversário.

 

Com o novo regime, a empresa passa a ficar com a receita do valor cobrado nas portagens e assume também o risco de tráfego, ao contrário daquilo que acontece com as restantes concessionárias que estão ao abrigo do regime de disponibilidade.

 

Pinho Martins sublinhou ainda que "a Scutvias, tal como outras concessionárias, tem obviamente todo o interesse em captar tráfego para a infraestrutura [A23] e tem todo o interesse em que o preço das portagens seja o mais baixo possível".

 

A23 atravessa os distritos da Guarda, Castelo Branco, Portalegre e Santarém, ligando Torres Novas (A 1) à Guarda (A 25).

 

Apesar do modelo de negócio da Scutvias ser diferente de todas as outras concessionárias, com a empresa a assumir o risco de tráfego, Pinho Martins explicou que esta situação, "não desobriga as outras concessionárias, nem lhes veda a possibilidade de promoverem a redução do custo de portagens".

 

Questionado sobre a possibilidade do novo regime permitir uma redução no preço das portagens na A23, o diretor-geral da Scutvias afirmou que irá trabalhar nesse sentido "porque a Portvias [entidade à qual compete a cobrança de portagens], apesar de ficar num modelo de negócio diferente, não pode por sua livre iniciativa baixar o preço das portagens".

 

Pinho Martins explicou ainda que o Estado terá sempre uma palavra a dizer em relação à fixação do preço das portagens.

 

"Assim que estiverem reunidas as condições, a Scutvias promoverá estudos de mercado e irá avaliar até onde é que se pode reduzir, se for possível, o preço das portagens para poder captar mais tráfego", adiantou.

 

Pinho Martins referiu ainda que não há "a possibilidade de pura e simplesmente baixar os preços".

 

"Temos é a obrigação de, com base nesses estudos, demonstrar ao Estado que é possível baixar os preços sem desequilibrar a concessão".

 

Atualmente há dois regimes típicos de remuneração de uma concessionária.

 

Um é o regime de disponibilidade em que a empresa recebe consoante a disponibilidade da infraestrutura e independentemente do tráfego que circula.

 

No outro regime, para o qual a Scutvias negociou a mudança, toda a gestão dos custos operacionais ficam a cargo e risco da concessionária, que passa a receber o valor das portagens.

 

 

RCB / Lusa 


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