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SOCIEDADE
HDF: CUIDADOS DESCONTINUADOS
Rádio Cova da Beira
O Serviço de Apoio Domiciliário do Hospital do Fundão vai acabar para dar lugar a uma Equipa de Cuidados Continuados Integrados, associada ao Agrupamento de Centros de Saúde da Cova da Beira.
Por Paula Brito em 21 de Jun de 2014
 

Apesar do apoio domiciliário estar afecto aos cuidados de saúde primários, um protocolo estabelecido há 18 anos entre o centro de saúde e o hospital, criou uma equipa para prestar este apoio liderada pela enfermeira Ana Paulo Rodrigo, oradora convidada das I Jornadas de Cuidados Continuados da Beira Interior promovidas pela Santa Casa da Misericórdia do Fundão, “neste momento aquilo que eu sei é que há uma reclamação destes cuidados para o centro de saúde e que irá processar-se durante este ano”.

Convidada também das Jornadas, Ana Maria Santos da Equipa de  Cuidados Continuados que já funciona no centro de saúde da Covilhã, recordou a nova legislação sobre estes cuidados “esse protocolo foi estabelecido quando o centro de saúde não tinha capacidade de resposta, a partir do momento em que está legislado que os cuidados de saúde domiciliários devem ser realizados por estas unidades eu penso que, havendo recursos, deve haver diligências no sentido de ser cumprida a legislação. Estas equipas prestam os cuidados que a enfermeira Paula falou e que como está no hospital consegue dar resposta porque tem uma equipa multidisciplinar a quem pode recorrer que é o que acontece actualmente nas ECCIS, que já têm formada essa equipa multidisciplinar e que se desloca ao domicílio”.

A enfermeira que lidera a equipa de 4 enfermeiros que desde há 18 anos presta este serviço no Fundão, tem um entendimento diferente da situação “o que eu entendo é que nós podemos ter cuidados multidisciplinares nas casas das pessoas sem ter propriamente uma equipa multidisciplinar no mesmo espaço geográfico, e a verdade é que nós funcionamos como verdadeiros gestores da situação do doente e agilizamos qualquer outra área que seja necessária, cuidados médicos, dentista, assistente social, capelão, todos colaboram quando há situações que o justifiquem”.

Maria José Hespanha, coordenadora regional dos cuidados continuados da ARS do Centro foi apanhada de surpresa com a situação mas entende que há lugar para as duas equipas, uma associada ao hospital e a Equipa de Cuidados Continuados Integrados, que já está homologada para o Fundão e que terá 7 elementos. É uma das 803 equipas que a nova legislação criou na região centro e que, ainda assim, não dão cobertura a toda a região “mas nós temos que ter a cautela de avançar com muita qualidade, as equipas têm que ser multidisciplinares porque as pessoas que estão em casa necessitam de muitos cuidados, um psicólogo, um nutricionista, tem que ter reabilitação… e nós não permitimos que haja equipas que não tenham esta multidisciplinaridade, porque depois estamos a divulgar um serviço que não funciona”.

Maria José Hespanha adiantou à RCB que a equipa de cuidados continuados integrados estará em breve a funcionar.


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