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Quinta, 17 Out 2019
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POL√ćTICA
LUTA VAI CONTINUAR
Rádio Cova da Beira
Arménio Carlos rejeita a ideia de que o aumento do salário mínimo nacional para 515 euros mensais contribua para o encerramento de mais empresas em Portugal. A ideia deixada pelo secretário geral da CGTP na Covilhã durante uma sessão evocativa da greve dos mil escudos organizada pela união de sindicatos de Castelo Branco.
Por Nuno Miguel em 31 de May de 2014

Arménio Carlos afirma que “ainda num relatório que recentemente foi divulgado o que se constata é que o aumento do salário mínimo nacional para 515 euros teria um aumento irrisório na massa salarial das empresas e que não chagava a 0,4 por cento; a questão não está em que as empresas não podem dar mais salários mas sim que o governo e os patrões estão a bloquear esse aumento; quem é que não pode dar um euro por dia de aumento salarial ?” interroga.

O secretário geral da CGTP deixou mesmo como um exemplo negativo dessa situação o caso da empresa “Dielmar”, sediada em Alcains “estivemos numa empresa em que nos apresentaram uma fotografia em que essa empresa foi escolhida para confeccionar os fatos que a selecção nacional vai vestir agora no campeonato do mundo de futebol no Brasil é caso para dizer que a selecção vai bem vestida mas os trabalhadores da empresa continuam a ser miseravelmente pagos porque há três ou quatro anos que não são aumentados; haja vergonha”. 

Arménio Carlos mostrou-se ainda satisfeito com a decisão conhecida ontem, em que o tribunal constitucional vetou quatro propostas que governo incluiu no orçamento de estado para este ano e acusa o presidente da república de nada ter feito para impedir essa situação “tão responsável é o governo pela violação da constituição da república Portuguesa, que apresentou as leis, como responsável é o Presidente da República que as promulgou; estamos mal de governo e de Presidente da República mas felizmente que estamos bem de povo e de trabalhadores”.

O secretário geral da CGTP sublinha que esta foi a segunda grande derrota do governo, depois do desaire nas últimas eleições europeias, e que vem dar força às novas lutas que vão ser travadas nos próximos tempos. A primeira frente de combate, diz Arménio Carlos, está relacionada com a contratação colectiva e o responsável da intersindical desafia a UGT a definir o caminho que pretende seguir “A UGT tão depressa diz que aceita o aumento do período para a redução do trabalho extraordinário como depois até diz que aceita a redução dos prazos de caducidade; uma organização sindical que subscreva um documento desta natureza passa, a partir desse dia, a ser uma organização patronal”.

Nesta sessão evocativa da greve dos mil escudos, que esteve na origem da fixação do primeiro salário mínimo nacional em 1976 também o coordenador da união de sindicatos rejeitou a ideia de que essa situação tenha contribuído para o encerramento de empresas na região. Luís Garra refere que “gerou-se a ideia de que esta greve é que foi a responsável pelo encerramento das empresas de lanifícios mas não o foi porque muitas empresas antes do 25 de Abril já estavam tecnicamente falidas e só não fechavam porque pagavam tão mal que não havia outra alternativa que não fosse continuar; as empresas encerraram porque os patrões não investiram, as descapitalizaram, as geriram mal e muitas vezes as sabotaram”.


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