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Domingo, 17 Nov 2019
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POLÍTICA
AMC APROVA CONTAS
Rádio Cova da Beira
A assembleia municipal da Covilhã aprovou por maioria o relatório de gestão da autarquia referente ao ano passado. Os documentos foram analisados na última reunião do órgão e apontam para um valor de dívida consolidada na ordem dos 124 milhões de euros, sem contabilizar a situação de todas as empresas municipais.
Por Nuno Miguel em 30 de Apr de 2014

A bancada do PSD absteve-se e lamenta que não seja possível fazer uma separação do que foram as responsabilidades financeiras dos dois executivos da câmara municipal neste período. Ainda assim João Nuno Serra afirma que o relatório apresenta vários indicadores muito negativos para o futuro do concelho “o serviço da dívida tem um peso equivalente ao custo com todo o pessoal, isto é de 16,7 por cento e praticam,ente duplicou em relação a 2011; o indicador financeiro voltou para valores abaixo de 2010, traduzindo-se dum défice de 10,38 por cento; outra questão assustadora é o plano de liquidação de pagamentos a fornecedores, que gestão municipal é esta que não cumpre os seus compromissos, em tempo útil, com quem trabalha e emprega centenas de pessoas ?” interroga.

Já a bancada da CDU optou por votar contra os documentos. Marco Gabriel justifica essa opção com o facto deste relatório de gestão reflectir um conjunto de políticas erradas seguidas pelo anterior executivo durante mais de uma década “nos últimos três mandatos o PSD e Carlos Pinto acumularam resultados operacionais negativos de 17 milhões de euros o que reflecte uma estratégia errada que foi seguida; só no ano passado o resultado operacional foi negativo em quase três milhões de euros e temos que recordar o que aconteceu para que não se repita no futuro”.

À semelhança do PSD, a bancada do movimento “Acreditar Covilhã” também se absteve e Paulo Tourais manifesta alguma apreensão pelo facto de os valores da dívida apresentada não coincidirem com a informação que é prestada aos munícipes “os documentos que nos são apresentados apresentam um passivo de 136 milhões de euros, que incluem os acréscimos e deferimentos quando, pelos números disponibilizados anteriormente o passivo veio sempre a ser reduzido desde 2009, cifrando-se no ano passado em 64 milhões de euros; hoje mesmo era este o valor que estava no site da autarquia na página de administração aberta”.

Críticas que o presidente da câmara da Covilhã desvaloriza. Para Vítor Pereira os números sobre a situação financeira do município são claros “a certificação legal de contas diz que o activo ronda os 310 milhões de euros e a diferença entre o activo e os fundos próprios dá-nos o passivo que são 124 milhões; não vejo onde é que está a perplexidade do senhor deputado”. O autarca sublinha que o actual executivo apenas é responsável pela gestão efectuada durante dois meses e 11 dias e estranha o sentido de voto dos eleitos do «MAC»: “não escondo outra justificação a não ser um problema de má consciência mas não quero perder muito tempo com isso; o que importa é tomar medidas que permitam continuar a fazer obra e reduzir o passivo porque, se não o fizermos, não vamos poder recorrer a empréstimos bancários; até final do mandato queremos reduzir o valor do passivo entre os 27 e os 30 milhões de euros”.


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