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Quarta, 18 Set 2019
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POL√ćTICA
25 ABRIL NA COVILH
Rádio Cova da Beira
O hino entoado pela Filarm√≥nca Recreativa Carvalhense, a Gr√Ęndola nas vozes do coro misto, as pombas que encheram o pelourinho, os cravos que coloriram as lapelas em conjunto com as gravatas vermelhas, a inaugura√ß√£o da galeria dos autarcas do √ļltimo s√©culo e os discursos, descrevem as comemora√ß√Ķes dos 40 anos do 25 de Abril na cidade da Covilh√£ durante a manh√£.
Por Paula Brito em 25 de Apr de 2014

Na cerimónia comemorativa o presidente da assembleia municipal da Covilhã deixou um apelo à união e à coesão “apelo para a crença nas instituições, para isso elas têm que funcionar, têm de assumir novas concepções, têm elas próprias de apelar à intervenção e à acção, apelo à crítica construtiva, apelo à crítica com soluções que sirvam o bem comum, apelo assim que do paradigma social, da luta de classes e dos plenos direitos dos trabalhadores que a consciência de Abril despertou, que outro paradigma se imponha: o paradigma cultural, é este que irá dar a cada um de nós a sua verdadeira consciência”. Santos Silva recordou que foi também há 40 anos que a Universidade da Beira Interior iniciou o seu percurso lamentando que a designação não tenha ido além da Universidade. Santos Silva entende que é cada vez mais importante dar força ao eixo que liga Castelo Branco à Guarda. 

João Correia reafirmou a confiança do PS no projecto sufragado pelos covilhanenses em Setembro último, e defendeu para o concelho uma política inclusiva “o PS apoia os desideratos desta câmara, tudo estamos a fazer, tudo continuaremos a fazer para que todas as freguesias do concelho sintam uma visão coesa, não discriminatória, equitativa na distribuição possível dos recursos, apesar destes serem cada vez mais escassos, somos por uma política inclusiva”. 

Mónica Ramoa, da bancada da CDU, socorreu-se do poema de Sophia de Mello Breyner para traçar as diferenças entre a madrugada de Abril de 1974 e a de 2014 “esta é a madrugada em que o governo quer trocar o aumento do salário mínimo nacional pelo agravamento das leis laborais, em que se reduzem pensões e reformas àqueles que construíram o 25 de Abril, em que se cortam salários, 13.º mês e subsídios de férias aos trabalhadores portugueses, aos filhos de Abril”. 

O líder da bancada do PSD recordou que os 40 anos do 25 de Abril, são também os 40 anos do PSD. Além de recordar  Francisco Sá Carneiro, Francisco Moreira recordou as novas causas que trouxe a social democracia “os social democratas lutaram por novas causas como o ambiente, pela repartição justa e equilibrada de competências e atribuições entre os vários níveis de poder, pela modernização das infra estruturas do país, pela requalificação do sistema político e pela busca permanente da valorização dos portugueses”. 

 

 

 

* Noticia alterada 26 Abril 2014

Paulo Tourais falou em nome do Movimento Acreditar Covilhã recordando que Vítor Pereira, na homenagem a Joaquim Morão, foi dizer que o superavit da câmara de Castelo Branco era igual à dívida encontrada na câmara da Covilhã “não fora esta lei das finanças locais desequilibrada e Castelo Branco não receberia mais de 4 milhões de euros por ano do que a Covilhã, o que, feitas as contas a lápis grosso daria nos últimos 20 anos 80 milhões de euros, verba suficiente para que a nossa dívida fosse zero, já para não falar das negociatas entre Castelo Branco e o governo socrático”. 

Paulo Tourais entende que é hora da maioria se deixar de “julgamentos em praça pública” sobre o legado que herdou. Mas foi sobre o legado que herdou que Vítor Pereira também falou deixando-o como exemplo de erros cometidos ao longo do processo democrático “aqui na Covilhã encontrámos sinais de um certo despesismo carente de orientação estratégica. Fomos confrontados com acordos que nem sempre salvaguardaram o interesse público. Tal aconteceu com as Águas da Covilhã e o silo auto do pelourinho ou o calamitoso estado em que encontrámos o teatro cine”. 

Vítor Pereira, no primeiro discurso de Abril como presidente da câmara da Covilhã, renovou o compromisso de implementar uma gestão moderna, eficaz e de racionalidade “estamos já munidos da informação e do diagnóstico necessário que nos vai permitir acabar com práticas antigas, alicerçadas em interesses que não coincidem com os do município, estamos já a ser mais racionais com os nossos gastos (...), queremos continuar e até aprofundar uma lógica de participação política e de enriquecimento da cidadania. Não compramos fidelidades. Apenas partilhamos justamente os recursos que o eleitorado entendeu que devíamos administrar”. 

Antes da cerimónia, que este ano decorreu no salão nobre da câmara da Covilhã, foi inaugurada a galeria de fotografias dos presidentes que a câmara da Covilhã teve no último século “não é escondendo as fotografias dos anteriores presidentes numa sala fechada que se homenageia e se valoriza o seu trabalho e a nossa história. É colocando essas fotografias num local digno e acessível a todos aqueles que se dirigem à câmara e nos visitam, onde poderão observar aqueles que ao longo dos anos contribuíram para a construção da nossa terra”, justificou Vítor Pereira. 

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