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Domingo, 25 Out 2020
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SOCIEDADE
“É UM TREMENDO ERRO POLÍTICO E ECONÓMICO DE GRAVES CONSEQUÊNCIAS”
Rádio Cova da Beira
É a avaliação do presidente da câmara municipal de Belmonte à ausência de políticas para combater as assimetrias entre interior e litoral.
Por Paulo Pinheiro em 25 de Apr de 2014

Para António Dias Rocha, que falava na sessão solene dos 40 anos do 25 de Abril, o poder local, ao longo das últimas quatro décadas, é quem mais tem representado a democracia junto das populações, por isso

 

“Os Governos deviam olhar com outros olhos as autarquias e os autarcas. Instituições e gentes que superaram as suas forças e recursos para garantirem mais e melhor qualidade de vida às populações”, disse o edil para quem o poder local “deve ser apoiado e não sobrecarregado com mais competências. Os autarcas são os melhores gestores da causa pública”, disse Dias Rocha.

O presidente da câmara municipal de Belmonte espera que a actual realidade possa ser alterada com o novo modelo de reorganização administrativa que originou a constituição das novas comunidades intermunicipais

“ As CIM´s tem um papel revelante a desenvolver. Cabe-lhes a responsabilidade de conjugar vontades e identidades regionais, mas também têm que ser apoiadas para que não se caiam em erros idênticos ao passado. Tem que haver sentido de solidariedade nacional e não de imposição cega de medidas que não olhem para a realidade, como é o caso do desemprego”, disse o edil.

António Dias Rocha sublinha que o Interior tem de continuar a exigir medidas de discriminação positivas para acabar com o fosso de oportunidades que existe entre a região e o litoral

“Está-se a cometer um tremendo erro político e económico e de graves consequências. Aumentam as assimetrias regionais criando um litoral mais desenvolvido e um interior cada vez mais despovoado e abandonado. Assiste-se ao encerramento de bens e serviços, de escolas, estações de correio, postos de atendimentos, juntas de freguesia, serviços de saúde, tribunais e agora com o rumor do fecho e concentração de finanças”, sustenta o autarca.

O presidente da edilidade belmontense disse ainda “que o interior, que está mais próximo da Europa, reclama políticas de diferenciação positivas que estimulem o progresso e o investimento, a fixação das populações e o regresso dos jovens”.

 


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