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Segunda, 19 Out 2020
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SOCIEDADE
EQUILIBRIO DE CONTAS NO PARKURBIS
Rádio Cova da Beira
A câmara municipal da Covilhã aprovou por unanimidade uma proposta de transferência de 136 mil euros para o Parkurbis. A medida foi tomada ao abrigo da legislação de equilíbrio de contas do sector empresarial local e que visa suportar o défice que o parque de ciência e tecnologia apresentou nas contas de 2012.
Por Nuno Miguel em 22 de Apr de 2014

Apesar do voto favorável, os vereadores da oposição pediram esclarecimentos sobre a situação daquela estrutura, nomeadamente da recente demissão do conselho de administração. Nuno Reis, da bancada do movimento “Acreditar Covilhã” considera que é fundamental perceber quem está a fugir às suas responsabilidades neste processo “aquilo que importa reter são as palavras do presidente da câmara de Manteigas que afirmou publicamente que não fugiu aos desafios que se afiguravam complicados; provavelmente alguém fugiu e é necessário esclarecer essa situação e inclusivamente serem remetidas culpas dessa fuga para a gestão anterior do parque de ciência e tecnologia”.

Já o vereador da CDU sublinha que votou a favor desta proposta por se tratar duma imposição legal uma vez que continuam a ser transferidas verbas para o “Parkurbis” sem que qualquer outra justificação seja dada aos vereadores. José Pinto refere que “votámos a fazer porque a lei nos obriga a fazer a transferência mas não nos sentimos devidamente informados do que foi gasto, como foi gasto, nem dos momentos que os órgãos estão a viver neste momento; lamento que o senhor presidente da câmara não tenha tido a disponibilidade para que essa questão fosse debatida”.

Também o eleito do PSD lamenta o facto de durante este mandato ainda não ter sido prestada ao executivo qualquer informação sobre o funcionamento do Parkurbis. Joaquim Matias admite estar preocupado com a situação presente e com o futuro daquela estrutura “o conselho de administração foi escolhido pelo senhor presidente da câmara e demitiu-se em bloco, com informações difusas e não sabemos a verdade em relação a isso; o Parkurbis não é uma qualquer instituição, tem de ser olhada com muita responsabilidade e até hoje não tivémos uma acta de qualquer reunião nem do conselho de administração nem das assembleias gerais para que o executivo possa saber o que se por lá passa”.

Na resposta o presidente da câmara municipal refere que a discussão sobre as contas só vai ser feita depois de conhecidos os resultados duma auditoria financeira que vai decorrer no Parkurbis. Vítor Pereira afirma que “esta reunião não era para saber como estavam as contas dessa empresa municipal mas sim para proceder ao seu reequilíbrio financeiro mas os senhores vereadores quiseram, politicamente falando, fazer render o seu peixe; todavia eu entendi que essa discussão só deve ser feita quando estivermos na posse de todos os dados, de acordo com a auditoria que vai ser feita, e ai é que eu quero ver a vontade em discutir o assunto”.


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