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Quarta, 18 Set 2019
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POLÍTICA
LUÍS GARRA NEGA INGERÊNCIA DO PCP
Rádio Cova da Beira
O Coordenador da União dos Sindicatos do distrito de Castelo Branco (USCB) nega ingerência do PCP no sindicato. A questão foi levantada depois da saída de Carlos Bicho da direcção da USCB. O ex- dirigente sindical, à RCB, disse ter sido politicamente saneado colocando a nu a ingerência do partido comunista no movimento sindical. Luís Garra diz que se alguém o fez “violou os estatutos do partido”.
Por Paula Brito em 17 de Apr de 2014

Confrontado com a situação, Luís Garra recorda o artigo 53.º dos estatutos do PCP sobre a orientação do partido aos militantes que participam em sindicatos ou outros movimentos de colectivos “devem actuar segundo as orientações do partido na defesa dos interesses dos associados e das massas, respeitando, defendendo e observando a autonomia, o carácter unitário e a vida democrática das organizações e movimentos em que exercem a sua actividade, como se vê o PCP, no enunciado que tem nos seus estatutos, não defende nenhuma ingerência nos sindicatos, se alguém a faz, ou tenta fazer, está a violar os estatutos do partido”.

Há mais de 20 anos ligado ao movimento sindical, Luís Garra nega qualquer ingerência do PCP nos sindicatos que dirige “já aconteceu haver uma diferença de opinião entre mim e quem acompanha o trabalho sindical ou a própria direcção do PCP, mas o que prevalece é a decisão da direcção da USCB como nos têxteis, o que prevalece é a decisão da direcção dos têxteis”.  Em entrevista ao programa Flagrante Directo da RCB, Luís Garra explica que o seu “afastamento”  do partido de que é militante desde 1974, foi apenas de cargos “já fui dirigente, deixei de ser e não quer dizer que não volte a ser, mas para já não sou, agora se me pergunta se eu tenho divergências ou diferenças de opinião mais do que divergências, quanto ao funcionamento, ao estilo de trabalho, quanto à forma de por vezes fazer política, naturalmente que tenho, mas tenho espaço para as discutir dentro do partido e isso não significa que essas divergências sejam suficientemente fortes para pôr em causa a militância de uma vida”.

Luís Garra não afasta o cenário de regressar ao PCP de forma mais activa, assumindo de novo responsabilidades na direcção do partido. 


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