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Segunda, 17 Jun 2019
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POLÍTICA
CMC APROVA CONTA DE GERÊNCIA
Rádio Cova da Beira
Com a abstenção de todos os vereadores da oposição a autarquia aprovou a conta de gerência referente ao ano passado. Vítor Pereira afirma que o passivo consolidado da câmara e de todas as empresas municipais é superior a 145 milhões de euros. A oposição apresenta outros números.
Por Nuno Miguel em 17 de Apr de 2014

Pedro Farromba, do movimento “Acreditar Covilhã”, que se absteve na votação dos documentos, refere que existe uma dívida da autarquia na ordem dos 64 milhões de euros “a dívida da câmara municipal continua a descer, em 2009 era de 95 milhões de euros e de então para diminuiu sempre e no ano passado era de 64 milhões; importa sublinhar que esta é uma dívida que foi contraída para fazer obra, coisa que é inexistente desde que este executivo assumiu funções”.

Também o vereador do PSD se absteve na votação, sublinhando que este exercício abrange dois mandatos autárquicos distintos. No entanto Joaquim Matias só dá nota positiva à acção desenvolvida pelo anterior executivo social democrata até Outubro “se pudesse votar em separado eu votava a favor da gestão de 2013 até Outubro que é onde se pode observar um esforço importante na gestão mas como não é possível fazer isso optei por me abster porque de então para cá não é visível nenhum esforço na gestão municipal”.

A outra abstenção veio do eleito da CDU. José Pinto afirma que a taxa de execução global é negativa e os valores do investimento no ano passado ficaram pelos 30 milhões de euros. Um facto que fica a dever-se ao plano de actividades e orçamento irrealista que foi aprovado “nós já na altura prevíamos que os valores de execução andariam à volta dos 30 milhões e enganámo-nos em dois milhões para baixo enquanto que quem fez o orçamento, o executou e conhecia os dossiers enganou-se em 17 milhões”.

Críticas que o presidente da câmara da Covilhã desvaloriza. Vítor Pereira sublinha que “o passivo consolidado das contas da autarquia e de todas as empresas municipais supera os 145 milhões de euros pelo que há uma necessidade premente do município da Covilhã em encetar procedimentos tendo em vista a diminuição do passivo” O autarca acrescenta que “a actual câmara só tomou posse em Outubro e como tal só somos responsáveis por dois meses e 11 dias da gestão orçamental o que, na prática, pouco relevo tem na globalidade do ano”.

Vítor Pereira anunciou ainda que a auditoria que está a ser feita às contas da câmara da Covilhã está praticamente terminada e as conclusões podem ser conhecidas ainda durante este semestre.


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