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Sexta, 22 Nov 2019
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POL√ćTICA
ATENTADO URBAN?STICO
Maioria na c?mara municipal do Fund?o prepara-se para aprovar constru??o de uma f?brica, fora da zona industrial. A den?ncia foi feita, em confer?ncia de imprensa, pela comiss?o pol?tica concelhia do partido socialista do Fund?o
Por Paulo Pinheiro em 25 de Mar de 2009
Em causa está a alegada construção de uma unidade para fabrico de portas, junto à rotunda António Guterres, na entrada sul do Fundão. Um atentado urbanístico, um erro estratégico para o Fundão, afirma o presidente da concelhia do PS fundanense 

 

“É mais um erro que esta câmara municipal comete. Por um lado apregoam que estão a investir milhões na zona industrial, para dar as melhores condições aos empresários para que ali se fixem, e por outro permitem que uma fábrica se situe numa das principais entradas da cidade”, disse Vítor Cunha.  

 

Para o PS, é inadmissível que as duas entradas da cidade fiquem com duas zonas industriais. A concelhia socialista do Fundão resolveu alertar e denunciar a situação, até porque o empresário já terá publicamente anunciado a construção da unidade “ a partir do momento que o próprio empresário assume que vai construir uma fábrica de portas, para exportação, e que vemos as terraplanagens feitas não vamos esperar pelos alicerces para alertar a câmara”. 

 

Mas para os socialistas o facto é ainda mais estranho porque a mesma Câmara recusou, há dois anos, a construção neste local de um loteamento habitacional, alegadamente por não respeitar o PDM. Será uma manifestação de “teia de favores” denunciada na última assembleia municipal pela bancada socialista? , questiona a concelhia.  

 

Para o PS, a postura da maioria na autarquia fundanense em muitos processos tem sido atabalhoada, como o processo do mercado semanal que “conheceu recuos e avanços, é para evitar isso que alertar para o processo da construção da fábrica”, afirma Vítor Cunha. 

 

O PS congratula-se com o regresso do mercado semanal ao centro da cidade, uma posição assumida desde sempre pelos socialistas, recorda Vítor Cunha “ao contrário da bancada do PSD e da associação comercial e industrial do concelho”. 

 

Para a concelhia socialista perderam-se cinco anos de dinamização do centro às segundas-feiras. Face à crise que se vive, o PS anuncia que, em sede da câmara municipal, vai apresentar uma proposta para que a autarquia suspenda, pelo prazo de um ano, o pagamento das taxas do mercado “uma ajuda a quem vende naquele espaço”. 

Na conferência de imprensa, o PS volta a defender a necessidade de espaços verdes na cidade. De acordo com a vereadora PS, a maioria na autarquia PSD já inviabilizou uma zona onde este objectivo podia ser concretizado: o local onde funcionava o mercado semanal, aprovado loteamentos “ A maioria PSD já aprovou, para aquela zona, um loteamento para construção de prédios, desde o início da rotunda Terra Mãe terminando ao longo do antigo ribeiro. A câmara fecha a possibilidade de ali se fazer um grande jardim, numa zona central da cidade. É um erro”, conclui Conceição Martins.


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