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Quarta, 11 Dez 2019
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POLÍTICA
"CHOVEM" DÍVIDAS NA CMC
Rádio Cova da Beira
Passados cinco meses da tomada de posse, Vítor Pereira ainda não conhece a verdadeira dimensão da dívida da câmara da Covilhã "todos os dias meto a chave à porta com o receio que me caia uma dívida em cima porque elas sucedem-se em catadupa", admite o autarca covilhanense.
Por Paula Brito & Paulo Pinheiro em 20 de Mar de 2014

No aniversário da ADE, no passado fim de semana, o presidente da câmara da Covilhã não calou a revolta "não posso calar este meu grito de revolta, porque governar a pedir empréstimos até ao limite do infinito e violando tudo o que é regras de boa gestão qualquer um é presidente, qualquer um é vereador, qualquer um sabe governar, isto choca-me imenso". O autarca diz que tinha disponíveis na câmara, no dia da tomada de posse, 150 mil euros "porque o milhão que vêem no site está comprometido, isto é, afectado a pagamento de salários e outros compromissos regulares que têm que ser cumpridos". Vítor Pereira defende assim a lei dos compromissos "esta lei deveria ter surgido há muito mais anos, porque assim há muitos que não teriam governado como governaram". Sem querer especificar, o autarca avançou com a ideia de pairarem mais nuvens negras sobre a câmara da Covilhã "não vos posso adiantar mas também tenho más notícias de mais dívidas que surgiram esta semana de montantes astronómicos relativamente a pagamentos não efectuados".

Também no passado fim de semana, em entrevista ao programa Flagrante Directo da RCB, Nélson Silva admitiu que nem o presidente deveria conhecer ainda com exactidão o valor da dívida "perante a avalanche de situações que têm vindo a acontecer eu acho que ele ainda não conseguiu perceber aquilo que é a dívida da câmara da Covilhã. Num cenário em que teremos fechado 2013 com 65, 2 milhões de euros de dívida, vamos ter que lhe somar mais 12 milhões da Park C, somar mais 1,7 milhões do parque de S. Miguel, mais 1,4 milhões de euros de dois processos (Lecrec e Proder), presumo que tenhamos mais 11 milhões de dívida na ADC, mais três milhões na Icovi." Quanto ao Parkurbis, segundo o autarca, os valores ainda não estão apurados mas poderão chegar aos 2 milhões de euros.

A auditoria que está a decorrer às contas do município e empresas municipais vai trazer à luz do dia a verdadeira dimensão da situação, a partir daí o executivo vai ter que tomar medidas "penso que a câmara, logo que tenha concluída a auditoria terá que ajustar algumas peças e encontrar soluções para o acompanhamento desse processo".

Nos próximos quatro anos a câmara da Covilhã terá que reduzir a dívida em 40%, sob pena de não poder usufruir do quadro comunitário de apoio até 2020 "porque a câmara municipal da Covilhã terá que fazer um esforço enorme de redução de dívida, para poder estar em condições depois, de se candidatar a fundos comunitários no quadro 2014/2020. Para que as pessoas tenham uma noção do peso disto nós estamos a falar de 7 milhões de euros de dívida que vai ser abatida em 2014, e estamos a falar de 27 milhões de euros de dívida em quatro anos, estamos a falar de um patamar de 65,2 milhões de euros para 37,3 milhões de euros, isto é o que está contratualizado".

Convicto de que os covilhanenses não escolheram este executivo para fazer obras e festas, mas sim para resolver problemas, Nélson Silva entende que o problema maior reside na dívida do município.


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