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Terça, 12 Nov 2019
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POL√ćTICA
SESSÃO DE ESCLARECIMENTO GERA DESENTENDIMENTO
Rádio Cova da Beira
Foi acesa a discuss√£o entre Nuno Reis, V√≠tor Pereira e Carlos Martins a prop√≥sito da sess√£o de esclarecimento que a c√Ęmara da Covilh√£ promoveu, no inicio desta semana, para apresentar √†s popula√ß√Ķes todos os dados referentes aos contratos de constru√ß√£o do silo auto da pra√ßa do munic√≠pio e de aliena√ß√£o de 49 por cento do capital social da empresa ADC.
Por Nuno Miguel em 21 de Feb de 2014

Para o eleito do movimento “Acreditar Covilhã”, tratou-se do exemplo mais flagrante do embuste socialista que está a gerir os destinos do concelho “está a lançar-se uma cortina de fumo sobre o futuro da cidade para se esconder, segundo palavras do senhor presidente, a continuação e agravamento do descalabro com que pactuou no passado e faz questão de contribuir activamente no presente; de facto o senhor presidente teve necessidade de fazer publicamente, com os inerentes custos para este município, o que mais não foi que uma mera comunicação ou desabafo sobre as gravosas decisões tomadas por si ou pelo executivo socialista”.

Na última reunião pública do executivo Nuno Reis criticou ainda o facto de o parceiro privado ter deixado de fazer de parte do conselho de administração da empresa “Águas da Covilhã”: “a quebra dos contratos com o parceiro privado na ADC e a manifesta falta de vontade de não cumprir o acordo com a «Parqc» e fez isso numa tentativa desesperada de legitimar popularmente o que não legitimou democrática ou politicamente dado que não se dignou a apresentar tais assuntos em nenhuma reunião dos órgãos municipais”.

No que diz respeito à questão dos custos, Vítor Pereira tece duras críticas à intervenção de Nuno Reis “nunca me passou pela cabeça que o senhor viesse aqui como ventriloco da mão firme; é preciso ter lata para vir a uma sessão destas falar de embuste e de descalabro e de custos duma convocatória; olhe que em plena campanha eleitoral e nos meses que a antecederam foram gastos milhares de euros de propaganda nos jornais requisitados ilegalmente e que quero ver que é que os vais pagar porque esta câmara não os vai pagar”.

O autarca reafirmou que o parceiro privado rejeitou assumir a presidência da assembleia geral da ADC e garante que o facto de não ter indicado nenhum representante para o conselho de administração não significa o rompimento do acordo estabelecido pelo anterior executivo “tudo estamos a fazer para que haja uma solução consensual nos dois casos, contrariamente à fumaça que andam por ai a lançar a dizer que há incompatibilidades e que se rasgou o acordo e que vamos ter que pagar uma indemnização choruda”.

Mas também o vice presidente da autarquia não poupou nas críticas à intervenção de Nuno Reis. Carlos Martins encontrou mesmo um novo significado para a sigla “MAC”: “para mim não é movimento acreditar Covilhã mas sim malvada actuação na câmara; apesar de algumas divergências com os vereadores do PSD e da CDU eles tem apresentado propostas concretas e tem feito uma oposição construtiva e não é isso que tenho visto por parte do único vereador do MAC”.

Já antes o vereador do PSD considerou que a realização desta sessão de esclarecimento foi uma iniciativa louvável. No entanto Joaquim Matias refere que o afastamento do parceiro privado do conselho de administração da “Águas da Covilhã” não é uma estratégia acertada “porque se na verdade o que se pretende é reduzir o preço da água esse objectivo é conseguido na mesma com a presença do privado uma vez que em termos de decisão a câmara tem a vantagem de ter 51 por cento do capital da empresa”.

José Pinto, vereador da CDU, também considera importante a realização deste tipo de iniciativas mas lamenta que os assuntos não tenham sido abordados anteriormente pelo executivo “acho que a câmara devia ter sido elucidada em primeiro lugar e só depois avançarmos para uma sessão pública; a CDU sempre se bateu, com todos os seus meios, contra aquilo que foi feito à água e ao pelourinho mas acho que a metodologia pecou nesse campo da divulgação desta iniciativa”.


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