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CULTURA
COVILHÃ: GER CAMPOS MELO HOMENAGEIA BOMBEIROS
Rádio Cova da Beira
Passado um ano, o grupo õ Grupo Educação e Recreio Campos Melo voltou a apresentar a peça “Casa de Pais”. A estreia aconteceu no dia 9 de Março do ano passado, no salão de festas da colectividade, no âmbito do 72º aniversário. A iniciativa teve carácter solidário, tendo a entrada sido paga em géneros alimentares, e com grande adesão. Agora foram os BVC contemplados.
Por Paulo Pinheiro em 19 de Feb de 2014
No passado fim-de-semana, a peça voltou a ser solidária, desta vez para com os bombeiros voluntários daquela cidade. Não registou tanta adesão como na primeira, mas o objectivo alcançado: despertar consciências para a importância dos soldados da paz

“Despertar consciências a nível das colectividades locais, dos responsáveis que têm a obrigação de olhar para os voluntários que salvam vidas. É no fundo despertar a sociedade civil para que se lembrem dos bombeiros diariamente”, refere o presidente da assembleia geral, José Horta.

A corporação covilhanense deve ser lembrada diariamente, por isso o GER Campos Melo decidiu entregar aos bombeiros toda a verba do espectáculo do passado sábado, como explica Ana Filipa Proença

“ Todos os anos os fogos conseguem devastar muito território de Portugal, mas este ano até perdas humanas se registaram, também aqui no concelho da Covilhã para além do material que vão perdendo. Esta peça foi essencialmente a pensar neles e a ajudar estes heróis que durante todo o ano não podem ser esquecidos”, sublinha a presidente da direcção.

Os bombeiros agradecem a lembrança e elogiam o trabalho que o GER Campos Melo apresentou no frio Teatro Municipal da Covilhã

“Esta iniciativa é muito motivadora porque significa que as instituições do concelho se lembram de nós, não só nas alturas dos incêndios. É muito sensibilizadora esta acção do GER Campos Melo”, afirma o presidente da direcção, Joaquim Matias.

Também o vereador com o pelouro da cultura da câmara municipal da Covilhã gostou da peça e do trabalho dos actores daquela colectividade covilhanense

“Uma boa peça de teatro feita por gente simples, cidadãos da Covilhã que gostam de teatro e que com amor colocam de pé uma peça complexa. Foi uma boa de noite de teatro”, defende Jorge Torrão.

A peça de teatro “Casa do Pais”, teve dois espectadores especiais; Pai e filho: ambos actores: Rui e João de Carvalho.

Depois da visita efectuada à sede da colectividade, acompanharam atentamente os três actos da peça, de Francisco Ventura, que chama a atenção para um drama, que continua a ser real, o abandono que muitos filhos votam os pais. Um trabalho feito com amor disse à RCB Ruy de Carvalho

“ Representam com amor. Um trabalho grande de pessoas que têm outras profissões, estudaram esta peça e ficou muito bem. Estas histórias dos filhos que abandonam os pais, mas há pais que não abandonam os filhos e é o que tem valido a alguns”, conclui o actor.

Ruy de Carvalho que viveu na Covilhã, revelou uma grande memória das vivências naquela cidade:

“ Lembram-se do maestro Lança, que dirigia banda de música do regimento de infantaria 21 e o coro e o Orfeão, e tinha um filho que era jogador do SCC. Havia o Espiga, as famílias Pintassilgo, Aibéo, Fazenda, Figueiredo (tive um colega que era da Covilhã, o Augusto Figueiredo, um belíssimo actor)… mas havia cá um coro muito bom”, refere Ruy de Carvalho, que residiu vários anos naquela cidade.

E se o pai tem bem vivas estas recordações foi também por elas, e não só, que o filho se apaixonou pela Covilhã

“Ouvi falar da Covilhã e descobri que tem semelhanças com os Açores, de onde era natural a minha mãe. Uma noite, quando viaja de Lisboa para a Covilhã, na zona do Souto Alto, verifiquei que a paisagem era muito semelhante. Fiquei apaixonado”, confessa João de Carvalho, que adquiriu uma habitação em Castanheiras, freguesia de Peraboa.

Pai e filho esperam voltar brevemente à região com uma nova peça que ambos vão interpretar.  

 


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