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Quinta, 17 Out 2019
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POLÍTICA
A “PRENDA” DOS 500 ANOS DA SCMCB
Rádio Cova da Beira
A Unidade de Cuidados Continuados da Santa Casa da Misericórdia de Castelo Branco vai abrir no próximo mês de Maio. A garantia deixada pelo primeiro ministro ao provedor da instituição que assinalou ontem 500 anos de existência. Para Manuel Cardoso Martins, a misericórdia não podia ter recebido melhor prenda na passagem dos seus 500 anos.
Por Paula Brito em 17 de Feb de 2014

Quando abrir em Maio próximo, fará um ano e cinco meses que o investimento, de cinco milhões de euros, estará pronto e à espera do acordo com os respectivos ministérios para poder funcionar. Uma situação que trouxe prejuízos financeiros à instituição que está a pagar um empréstimos de dois milhões de euros, sem qualquer usufruto do investimento "pagar uma prestação de dois milhões imaginem quanto não custa, sem retorno, e numa altura em que a conjuntura do país está muito difícil, não é fácil suportar, mas estamos a cumprir".

No próximo dia 21 o provedor da misericórdia de Castelo Branco reúne com os responsáveis dos ministérios da saúde e segurança social para definir os termos do acordo. Só nessa altura saberá quantas das 61 camas serão comparticipadas "em princípio vai ser quase a capacidade toda, não sei quantas camas são de curta ou de longa duração, no princípio pode haver aqui algum ajustamento mas com o tempo estou convencido que podemos chegar ao limite da capacidade".A abertura da Unidade de Cuidados Continuados vai ainda permitir criar 30 novos postos de trabalho. A comemorar 500 anos, sem nunca ter cessado actividade, a misericórdia de Castelo Branco tem actualmente 340 trabalhadores e apoia 900 pessoas nas suas diversas valências. 

Pedro Passos Coelho que presidiu à sessão solene comemorativa dos cinco séculos da misericórdia aproveitou para elogiar as instituições de solidariedade social que tanto têm contribuído para a recuperação económica do país "em primeiro lugar porque também são uma fonte de emprego, uma fonte de crescimento da economia, não só porque geram emprego mas também porque geram consumos importantes que mantém as economias locais, estas instituições são, a todos os títulos, exemplares porque nos têm auxiliado a gastar melhor e a fazer render melhor o pouco que temos". 

Pedro Passos Coelho foi recebido por um grupo de manifestantes de diversos sindicatos da União de Sindicatos do distrito de Castelo Branco que pediam a demissão do governo e gritavam palavras de ordem ao primeiro ministro apupado à entrada e à saída das instalações da misericórdia albicastrense. 


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