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CULTURA
PELAS MEMÓRIAS DA ZONA HISTÓRICA
Rádio Cova da Beira
Câmara do Fundão quer criar um circuito turístico de casas oficina com o objectivo de preservar a história e a memória da zona antiga da cidade. O mesmo objectivo que levou Álvaro Roxo Vaz a escrever um livro sobre a Rua da Cale. A obra foi lançada no passado fim de semana no auditório da Santa Casa da Misericórdia do Fundão para quem revertem todas as verbas resultantes da venda do livro.
Por Paula Brito em 17 de Feb de 2014

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Reavivar as memórias de uma das mais emblemáticas ruas da cidade do Fundão, foi o objectivo de Álvaro Roxo Vaz quando decidiu escrever o livro “Rua da Cale… de passagem”. Passagens que o autor partilha com o leitor através de outro interlocutor – Fernando Carrolo "ele conhece o Fundão como poucos, o percurso que fazemos no livro parece um diálogo feito num pequeno percurso, mas demorou um ano a fazer, conversamos muitas vezes, ele não se dava conta da forma que estava a dar ao livro e só quando lhe pedi para rever é que ele se apercebeu da forma como foi escrito o livro, foi surpreendido".

Outra das surpresas desvendadas no dia da apresentação foi a dedicatória que Álvaro Roxo Vaz dirigiu à esposa. De todos os livros que escreveu sobre o Fundão, nenhum como este tem um cunho tão pessoal  "sem dúvida, eu sou um cidadão da rua da Cale e essa qualidade foi adquirida pelo casamento, por isso as pessoas que moravam na rua da Cale tocavam-me particularmente". Álvaro Roxo Vaz deixou vários exemplos de pessoas e lugares que transformaram a rua da Cale numa artéria tão emblemática "há um espaço que vou evidenciar que é o 1.º de Janeiro que ainda existe como restaurante mas que noutro tempo tinha outra forma de exploração, a pessoa que o explorava, conhecido pelo Sr. Luís do 1.º de Janeiro, era uma pessoa que cativava, e se hoje existisse esse espaço, na forma que então tinha, seria uma atracção turística para a Rua da Cale."

Esse é um dos objectivos da câmara municipal do Fundão. Depois da requalificação dos edifícios públicos mais emblemáticos e apesar da requalificação de particulares continuar a ser uma aposta, Paulo Fernandes pretende dotar a Rua da Cale e a zona histórica de uma rede de casas oficina que preservem a memória que também Álvaro Roxo Vaz quis preservar no livro "o que se pretende é em algumas das antigas lojas, colocar lá um espaço interpretativo daquilo que eram os ofícios e espaços comerciais, desde a antiga farmácia, à barbearia, sapateiro, ourives, latoeiro, a antiga mercearia, todos os ofícios que ali se desenvolveram que urge preservar, é uma coisa de menor dimensão mas que em rede estrutura um circuito de visita interessante e muito autêntico".


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