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Sexta, 10 Jul 2020
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POL�TICA
PSD COVILHÃ ANTECIPA ELEIÇÕES
Rádio Cova da Beira
Os vice presidentes da concelhia do PSD da Covilhã vão manter-se em funções até à realização do próximo acto eleitoral. Recorde-se que na última assembleia de militantes Paulo Alçada e Rogério Monteiro apresentaram uma moção de estratégia política onde defendiam a união dos militantes social democratas e propunham a eleição duma nova comissão política.
Por Nuno Miguel em 18 de Jan de 2014

Essa moção de estratégia acabou por não ser discutida por não estar incluída na ordem de trabalhos “tendo sido remetida para apreciação e votação em sede de comissão política que veio a aprová-la por unanimidade em reunião do passado dia sete de Janeiro”, afirma Paulo Alçada. Desta forma os dois vice presidentes consideram que estão reunidas as condições para a sua permanência no órgão até à realização do próximo acto eleitoral “se esta estratégia não tivesse sido aprovada não estariam reunidas as condições para a nossa permanência na comissão política pois, na nossa opinião, estaria em causa a continuação do PSD Covilhã como motor essencial ao desenvolvimento do nosso concelho”.

Nesta estratégia está ainda definido que a eleição de uma nova comissão política vai ser marcada até dia cinco de Abril. Paulo Alçada considera, no entanto, que as recentes declarações públicas a propósito da expulsão de 32 militantes vieram acentuar ainda mais as clivagens existentes “lamentavelmente constatamos que as declarações vindas a público vão ao arrepio da estratégia aprovada pela comissão política acentuando ainda mais a divisão dos militantes; nós não nos identificamos com tais procedimentos e deixamos um apelo a todos os militantes para que contribuam, de forma activa e construtiva, para a união do partido uma vez que com a estratégia que foi aprovada foi possível estabelecer que o próximo dia cinco de Abril será a data limite para a realização de eleições”.

O vice presidente da concelhia social democrata da Covilhã afirma que vai respeitar a decisão do conselho de jurisdição nacional em expulsar os militantes que fizeram parte de listas opositoras às do PSD nas últimas eleições autárquicas, mas não esconde alguma mágoa com a situação “para promover a união do partido o PSD tem de ser um partido aberto e plural e nós é com alguma mágoa que vemos esta situação toda a acontecer; do nosso ponto de vista as decisões dos órgãos de jurisdição nacional devem ser respeitadas mas a nossa postura é uma postura de união”.

A eleição da nova comissão política vai ser feita a poucas semanas da realização das próximas eleições europeias e Rogério Monteiro não acredita que essa situação venha a perturbar a preparação desse acto eleitoral “penso que uma coisa nada tem a ver com a outra uma vez que a comissão política tem sempre algum papel na preparação das eleições mas não lhe cabe a ela grandes decisões nessa matéria; seria bom que tudo tivesse corrido normalmente e nesse caso as eleições para a comissão política iam decorrer em Maio, no final do mandato; neste caso vão ser antecipadas algumas semanas o que penso que é razoável”.

Questionado sobre se será candidato à liderança do órgão o vice presidente da concelhia do PSD da Covilhã, Rogério Monteiro, afirma que o seu desejo não é esse “eu preferia fazer parte duma solução de consenso; é óbvio que não se pode pretender um consenso total porque isso é um consenso falso e por isso numa solução dessas, com um consenso mínimo e sólido, podem contar sempre comigo”.  


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