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Segunda, 22 Jul 2019
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POLÍTICA
“SITUAÇÃO INACEITÁVEL”
Rádio Cova da Beira
É desta forma que o vereador da CDU na câmara da Covilhã classifica o facto de se ter deslocado ao edifício dos paços do concelho mas à entrada foi interrogado por uma funcionária sobre os motivos da sua ida à câmara.
Por Nuno Miguel em 28 de Dec de 2013

Na última reunião pública do executivo José Pinto questionou o chefe do executivo sobre as motivações que estiveram por detrás dessas ordens, emanadas pelo chefe de gabinete de Vítor Pereira “quando me desloquei à câmara fui interpelado por uma funcionária que perguntou onde é que eu ia e eu confesso que fiquei perplexo com essa situação uma vez que eu até tenho a chave da câmara municipal; pensava que isto eram coisas do tempo da outra senhora mas afinal parece que não; aquilo que me foi transmitido é que se tratavam de ordens do gabinete do senhor presidente da câmara, mais concretamente do seu chefe de gabinete e por isso queria que o senhor presidente confirmasse se deu ou não essas ordens”.

Joaquim Matias, vereador do PSD, não escondeu a sua perplexidade perante esta situação e pediu também esclarecimentos à maioria “podem ter a certeza de que se esta situação se tivesse passado comigo eu chamava a polícia e dar-lhe ia conta de que me estava a ser vedado o acesso a um local no desempenho das funções para que fui eleito”. 

Na resposta o vice presidente da autarquia desafiou o vereador da CDU a tornar público o nome da funcionária “faço um apelo à sua memória nesse sentido porque eu também lamento essa situação”. Carlos Martins negou ainda que tenha havido qualquer instrução no sentido de barrar o acesso dos autarcas ao edifício dos paços do concelho e questionou José Pinto “o senhor, em consciência, acha que alguém deu ordens nesse sentido ? ”

A intervenção do vice presidente da autarquia não tranquilizou Pedro Farromba. O líder da bancada do movimento “Acreditar Covilhã”, para além de expressar o seu descontentamento com esta situação “naturalmente que qualquer um de nós tem a mesma legitimidade de entrar no edifício da câmara” mostra-se preocupado com eventuais medidas que venham a ser tomadas contra a funcionária “pela insistência que ouvi para que ela fosse identificada não me surpreende que nos próximos tempos possa haver algumas novidades em relação a isso”. 

Já o presidente da autarquia covilhanense preferiu desvalorizar a situação. Para Vítor Pereira “tudo não passou dum caso de excesso de zelo uma vez que nunca foram emitidas quaisquer indicações no sentido de dificultar a circulação dos vereadores pelo edifício dos paços do concelho; houve ordens genéricas no sentido de agilizar o funcionamento interno da autarquia mas nunca com o intuito de obstruir ou vedar o acesso dos senhores vereadores onde quer que seja”.


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