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SOCIEDADE
CASAL CRIA NOVO PASTEL DE NATA
Rádio Cova da Beira
√Č o Pastel de Nata de Figo da √ćndia sem Ovos quer acaba de nascer no concelho de Idanha-a-Nova. A iguaria foi criada por um casal de produtores de Penha Garcia.
Por Paulo Pinheiro em 26 de Dec de 2013

A marca e a receita já estão registadas. Este é um dos produtos que desenvolvidos por Vítor André, 36 anos, e Adelina Mendes, 33 anos, desde que há cerca de um ano investiram na produção de figueira-da-índia em Penha Garcia.

Apresentado publicamente este mês, o Pastel de Nata de Figo da Índia sem Ovos tem conquistado o paladar de muitos curiosos. É uma das estrelas do Mercadinho de Natal, que decorre no Mercado Municipal de Idanha-a-Nova até ao final do ano. O interesse de Vítor André e Adelina Mendes na cultura da figueira-da-índia foi aguçado no verão de 2012, quando observaram a proliferação e viscosidade do cato nos solos de Penha Garcia.

Nesta freguesia crescem selvagens há séculos, sem grandes necessidades nutritivas. Após pesquisa da viabilidade da produção, o casal optou por enraizar o projeto numa área de 1 hectare.

Traçados os objetivos, colocaram mãos-à-obra: “No primeiro ano propusemo-nos a adquirir o terreno e implantar a cultura, sem recorrer a fundos públicos. No segundo ano, começámos a desenvolver produtos e a procurar mercados para os escoar”, explica Adelina Mendes.

O Pastel de Nata de Figo da Índia sem Ovos é o primeiro produto com marca registada. O passo seguinte é encontrar empresas interessadas em comercializar a iguaria.

Entretanto, o casal de produtores está a ultimar o registo de outros produtos à base de derivados da figueira-da-índia.

Em estudo está ainda a aplicação da planta na cosmética, através de uma parceria com a Aromas do Valado, empresa dedicada à produção de óleos essenciais e produtos de higiene pessoal, também localizada no concelho de Idanha-a-Nova.

Refira-se que a figueira-da-índia é uma planta que tem um potencial de aproveitamento quase integral.

As suas propriedades possibilitam a aplicação nas áreas alimentar, farmacêutica, cosmética, ração para animais, lanifícios, combustíveis e mobiliário.

Enquadrados num desígnio nacional, os produtores preparam-se para avançar com a certificação biológica da sua exploração, numa altura em que os mercados europeus estão mais despertos para as potencialidades da figueira-da-índia.

O Município de Idanha-a-Nova tem apoiado estes investimentos nesta e noutras culturas agroalimentares. Entre os projetos diferenciadores implementados na Incubadora de

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