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Terça, 25 Fev 2020
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SOCIEDADE
“DECISÃO NÃO AGRADA”
Rádio Cova da Beira
Vítor Pereira admite que ficou desagradado com a decisão da assembleia de compartes da freguesia de Cortes do Meio em não decidir favoravelmente a mudança de uso e fruição de parcelas de terreno previstas no projecto de construção da nova barragem das Penhas da Saúde.
Por Nuno Miguel em 26 de Dec de 2013

O autarca covilhanense admite “essa decisão é mais um obstáculo” a juntar a uma nova providência cautelar que foi apresentada na última semana e refere que “embora se trate duma decisão legitima dos compartes tenho que lhe dizer que não é uma decisão que me agrada”.

Vítor Pereira reconhece que “ temos um calendário muito apertado para conseguir concretizar este grande investimento para o nosso concelho, mas enquanto há vida há esperança e nós vamos lutar até ao último dia pela concretização deste projecto”.

Um dos compartes que votou contra esta proposta foi Luís Alçada Baptista, proprietário de parte dos terrenos previstos para a construção da albufeira que, em declarações à RCB, afirma que nunca foi contra a construção da nova barragem “desde que a albufeira seja implantada no local correcto que possa estar assente numa lógica de produção de energia”. No final desta assembleia Luís Alçada Baptista referiu que “essa pode ser a sua mais valia, uma vez que não se justifica a sua utilização para armazenamento de água para consumo humano”.

O proprietário de parte dos terrenos critica a postura da “Icovi” que “não assegurou quaisquer contrapartidas para a freguesia” e considera também que “nos últimos anos se assistiu a um monólogo sobre a necessidade de construção desta albufeira e nesta assembleia onde puderam ser expressados livremente os argumentos as pessoas acabaram por decidir em consciência”.

Luís Alçada Baptista reafirma que “a minha luta foi sempre por preservar e divulgar um património ímpar existente na tapada e onde existe a possibilidade de se criarem dias abertos para que as pessoas possam visitar e usufruir aquele espaço”.

Caso a câmara da Covilhã não consiga desbloquear o impasse até final deste ano pode perder os 28 milhões de euros de comparticipação comunitária para a execução da obra.


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